CCEE projeta PLD de R$ 156/MWh para setembro e hidrologia favorável em boletim InfoPLD
A CCEE, através do boletim InfoPLD Diário nº 191 divulgado em 15 de setembro de 2026, projeta um PLD médio de R$ 156/MWh para o mês em todos os submercados, impulsionado por condições hidrológicas favoráveis. O documento sinaliza a aplicação dos limites regulatórios vigentes e orienta agentes do mercado de curto prazo na gestão de riscos.
A CCEE projeta um Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) médio de R$ 156/MWh para setembro de 2026 em todos os submercados, impulsionado por condições hidrológicas favoráveis que devem levar o armazenamento do Sistema Interligado Nacional (SIN) a 62% no fim do mês. A análise consta do boletim InfoPLD Diário nº 191, divulgado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica em 15 de setembro, que reflete a aplicação dos limites regulatórios já vigentes, estabelecidos pela ANEEL.
As projeções da CCEE indicam uma Energia Natural Afluente (ENA) para setembro variando de 126% a 159% da Média de Longo Termo (MLT) para o Sudeste/Centro-Oeste e de 195% a 266% para o Sul. O boletim, de natureza informativa e analítica, não introduz novas regras ou limites para o PLD, mas consolida as projeções com base nos modelos NEWAVE e DECOMP, que incorporam as Funções de Custo Futuro (FCF) e os limites elétricos de interconexão recentemente ajustados. Atingir o teto regulatório de R$ 1.611,04/MWh em 1º de setembro em algumas horas demonstra a aplicação desses limites existentes.
Para os agentes do Mercado de Curto Prazo (MCP), incluindo geradores, distribuidores e consumidores livres, a sinalização de um PLD médio mais baixo para setembro tende a aliviar a pressão sobre os custos de energia. Contudo, a projeção de bandeira tarifária amarela até novembro de 2026, com tendência de bandeira verde apenas em dezembro, impacta diretamente as tarifas dos consumidores cativos. Além disso, o fator de ajuste do Mecanismo de Realocação de Energia (MRE) para setembro foi fixado em 70,7%, influenciando os custos de operação do sistema e a alocação de riscos entre geradores.
Apesar das projeções mais brandas para setembro, o histórico recente de volatilidade do PLD, que atingiu o teto regulatório no início do mês, e a preocupação com o fenômeno El Niño 2026/2027 sublinham a persistência de incertezas hidrológicas. Isso exige dos agentes do mercado uma gestão de risco robusta e estratégias de hedge flexíveis para mitigar exposições a variações abruptas de preço, especialmente na curva forward.
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