Compagas abre chamada para comprar biometano e avança na descarbonização do gás no Paraná
A Companhia Paranaense de Gás (Compagas) lançou uma chamada pública para adquirir biometano, buscando fornecedores para injetar o biocombustível em sua rede de distribuição no Paraná. A iniciativa posiciona a distribuidora em um movimento de diversificação da matriz energética e descarbonização, alinhado às políticas federais e ao crescente mercado de gases renováveis no Brasil.

A Companhia Paranaense de Gás (Compagas) lançou uma chamada pública para receber propostas de suprimento de biometano, com o objetivo de incorporar o biocombustível renovável à sua malha de distribuição no Paraná. A iniciativa, divulgada pela Associação Brasileira do Biogás (ABiogás), busca produtores interessados em comercializar o gás renovável, marcando um avanço na descarbonização da matriz energética do estado.
A busca da Compagas por fontes de energia mais limpas ocorre em um cenário nacional de crescente demanda por descarbonização e diversificação da matriz energética, impulsionado por marcos regulatórios federais como o Novo Mercado de Gás e o programa RenovaBio. Desde 2017, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) estabeleceu regras para a produção e injeção de biometano, o que criou um ambiente mais favorável para as distribuidoras de gás natural buscarem alternativas renováveis ao gás fóssil.
A Compagas, distribuidora de gás natural no Paraná, é a proponente principal desta chamada, buscando ativamente fornecedores de biometano para sua rede. Os principais atores envolvidos e diretamente afetados incluem produtores rurais e industriais do Paraná, especialmente aqueles com potencial para geração de biogás a partir de resíduos orgânicos, além da ANP, reguladora do setor, e os consumidores paranaenses de gás, que terão acesso a uma fonte energética mais limpa.
A iniciativa da Compagas é amparada pela Resolução ANP nº 685/2017, que estabelece as regras para a produção, acondicionamento e comercialização de biometano no Brasil, permitindo sua injeção na malha de gasodutos. Além disso, a Lei do Gás (Lei nº 14.134/2021) incentiva a abertura do mercado e a diversificação de suprimento, enquanto o programa RenovaBio (Lei nº 13.576/2017) cria um mercado de créditos de carbono (CBIOs) que valoriza a produção de biocombustíveis avançados e gera receita adicional para os produtores.
O Brasil possui um potencial significativo para a produção de biometano, estimado pela ABiogás em cerca de 120 milhões de metros cúbicos por dia (m³/dia), volume que poderia suprir 70% da demanda nacional de diesel ou 35% do consumo de gás natural. O Paraná, com sua forte agroindústria, destaca-se como um estado com grande capacidade de geração de resíduos orgânicos, o que o torna um polo estratégico para o desenvolvimento dessa cadeia produtiva, embora a injeção de biometano na rede de gás natural ainda represente uma fração mínima do volume total distribuído no país.
A aquisição de biometano pela Compagas deve impactar positivamente a transição energética do Paraná, contribuindo para a redução da pegada de carbono do consumo de gás e estimulando a economia circular. A expectativa é de um aumento nos investimentos em plantas de biogás e biometano no estado, gerando empregos e renda nas cadeias produtivas, especialmente no interior. Para o consumidor, a medida pode representar maior segurança no suprimento e, a longo prazo, estabilidade de preços, embora o custo inicial do biometano possa ser superior ao do gás natural fóssil.
Em nível nacional, outras distribuidoras já avançaram na aquisição e injeção de biometano. A Sulgás, no Rio Grande do Sul, foi pioneira ao injetar biometano em sua rede em 2020, enquanto a Gás Brasiliano, em São Paulo, também possui projetos de aquisição. Internacionalmente, países europeus como Alemanha e Suécia têm redes de gás com significativa participação de biometano, demonstrando a viabilidade técnica e a importância estratégica dessa fonte renovável para a descarbonização e segurança energética.
Após a fase de apresentação de propostas, a Compagas deverá avaliar as condições técnicas e comerciais para selecionar os fornecedores de biometano e espera firmar contratos de longo prazo. A efetiva injeção do biometano na rede, contudo, dependerá da construção e conexão das unidades produtoras, um processo que pode levar de 12 a 24 meses. O mercado espera que a chamada pública da Compagas sirva de catalisador para que outras distribuidoras de gás no país sigam o exemplo, ampliando o mercado para o biometano.
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Matéria redigida pela redação IA do Radar Energia a partir do documento da fonte. Consulte o original para validação técnica e jurídica.
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