Eneva se prepara para assumir projetos no LRCAP 2026 em meio a inabilitações
A Eneva comunicou ao mercado sua prontidão para assumir contratos no Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) 2026, caso a ANEEL confirme a inabilitação de projetos de outras empresas, o que pode liberar mais de 1,7 GW em potência para novos contratados.
A Eneva comunicou sua prontidão para assumir contratos de reserva de capacidade no Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) 2026. A manifestação ocorre caso a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) confirme a inabilitação de projetos de outros agentes e convoque os próximos colocados, em um cenário onde a agência reguladora avalia a manutenção da inabilitação de mais de 1,7 GW em potência.
A ANEEL está analisando a manutenção da inabilitação de projetos da Evolution Power Partners (EPP) e TermoG no LRCAP 2026. A Comissão Permanente de Leilões (CPL) da agência já rejeitou os recursos administrativos de ambas as empresas, que não cumpriram as exigências editalícias de condições econômico-financeiras, como patrimônio líquido. A decisão final sobre as inabilitações e a eventual convocação de substitutos cabe à diretoria colegiada da ANEEL, seguindo a recomendação da CPL.
A Eneva se posiciona para assumir contratos para seus dois empreendimentos remanescentes, totalizando 790 MW, com início de suprimento previsto para 2028 e 2029. Além da Eneva, a Global Participações em Energia (GPE) é outra candidata a preencher as vagas, com 555 MW em projetos. A concretização da convocação representaria um ganho significativo para a Eneva, adicionando capacidade contratada ao seu portfólio e impactando positivamente sua receita e EBITDA futuros, dada a natureza de longo prazo desses contratos.
O LRCAP 2026, que já contratou cerca de 19 GW e teve seus resultados homologados parcialmente em junho, é fundamentado pela Lei nº 14.120/2021 e regulamentado pelo Decreto nº 10.707/2021. A incerteza sobre a cobertura total da capacidade, com um déficit potencial de cerca de 400 MW mesmo com a convocação de Eneva e GPE, levanta preocupações sobre a garantia de lastro e a estabilidade operativa do Sistema Interligado Nacional (SIN), um dos objetivos primordiais do leilão.
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