ONS atualiza regras de operação para hidrelétricas do Jacuí
O ONS publicou a revisão 29 do Cadastro de Informações Operacionais Hidráulicas da Bacia do Rio Jacuí, em vigor desde 11 de agosto de 2026. O documento introduz a Instrução de Operação de Reservatório (IOR) 8 para a UHE 14 de Julho e reitera a IOR 5 para a UHE Jacuí, impondo novas condicionantes de vazão e nível de reservatório para segurança e controle de cheias.
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) atualizou o Cadastro de Informações Operacionais Hidráulicas da Bacia do Rio Jacuí (CD-OR.AS.JAC), documento que detalha os dados sobre reservatórios e restrições operativas hidráulicas na região. A revisão 29 do cadastro, em vigor desde 11 de agosto de 2026, introduz a Instrução de Operação de Reservatório (IOR) 8, que define a Vazão Máxima Vertida para a Usina Hidrelétrica (UHE) 14 de Julho, e reitera a IOR 5 para a UHE Jacuí, operada pela CEEE-G.
A IOR 8, que resultou em modificações nos subitens 4.8.2 e 4.10.2 do cadastro, impõe uma nova condicionante de vazão à UHE 14 de Julho. Já a IOR 5 exige que a CEEE-G opere a UHE Jacuí com o nível do reservatório próximo à cota de 279,39 metros, 0,50 metro abaixo do Nível Máximo Operativo, durante o Período de Controle de Cheias. Essas diretrizes visam garantir a segurança da barragem e aprimorar a coordenação hidráulica na bacia, impactando diretamente os operadores dos centros de operação do ONS e as áreas de operação dos agentes de geração.
Parte integrante do Manual de Procedimentos da Operação (MPO) do ONS, a atualização reflete o processo contínuo de adaptação das regras operacionais às condições atuais dos aproveitamentos hidrelétricos, em conformidade com a Resolução Normativa ANEEL nº 1.104/2024. O documento, de natureza técnico-operacional, não quantifica impactos diretos em MWh ou no Preço de Liquidação das Diferenças (PLD). Contudo, as novas condicionantes podem influenciar a flexibilidade de despacho das usinas e, indiretamente, a disponibilidade de energia hidráulica no submercado Sul, com potenciais efeitos nos custos marginais de operação.
As novas e reiteradas condicionantes operacionais podem limitar a capacidade de geração ou forçar a gestão de reservatórios em cotas específicas, alterando a disponibilidade de energia hidráulica. Agentes de geração com ativos na Bacia do Rio Jacuí, como a CEEE-G e o operador da UHE 14 de Julho, tendem a perder flexibilidade operacional. Por outro lado, o Sistema Interligado Nacional (SIN) e os consumidores ganham em segurança operacional e na mitigação de riscos de cheias, o que é um benefício sistêmico, embora possa implicar em custos de energia marginalmente mais altos em certas condições.
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