Etanol atinge maior vantagem econômica desde 2018 com gasolina E32 em vigor, aponta ANP
O boletim semanal da ANP, referente à última semana de julho, revela que o etanol hidratado alcançou sua maior vantagem econômica frente à gasolina desde 2018, impulsionado pela entrada em vigor da gasolina E32, com 32% de etanol anidro. A medida, que visa reduzir a dependência de importações, já se reflete nos preços e na competitividade do biocombustível.
O etanol hidratado atingiu sua maior vantagem econômica em relação à gasolina desde 2018, com a relação de preços na média nacional em 60,98%, o menor resultado desde a virada de 2023 para 2024. Os dados, divulgados no boletim semanal de preços de combustíveis da ANP para o período de 26 de julho a 1º de agosto de 2026, refletem a entrada em vigor da gasolina E32, que agora contém 32% de etanol anidro em sua composição.
A elevação da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, de 30% para 32%, conforme estabelecido pela Lei do Combustível do Futuro, entrou em vigor em 1º de agosto de 2026. Esta alteração, que cria a gasolina tipo E32, visa aumentar a participação de biocombustíveis na matriz energética nacional, alinhando-se às políticas de descarbonização e segurança energética. As distribuidoras de combustíveis são os agentes diretamente afetados, responsáveis por ajustar suas operações para atender ao novo percentual de mistura.
A mudança regulatória projeta um impacto significativo na balança comercial de combustíveis do Brasil, com uma estimativa de redução nas importações brasileiras de gasolina entre 800 milhões e 1 bilhão de litros por ano. Para o consumidor, a vantagem do etanol hidratado é notável: em São Paulo, o maior mercado, a relação foi de 57,9%, com o etanol a R$ 3,70/L e a gasolina a R$ 6,39/L, o que pode gerar uma economia efetiva de até R$ 1,32 por litro rodado, considerando o diferencial técnico de rendimento.
Em paralelo, o boletim da ANP também destaca a persistência do preço elevado do botijão de GLP de 13 kg em Boa Vista, Roraima, que se manteve como o mais caro do país na última semana de julho, registrando R$ 143,14. Este valor é quase R$ 30 superior à média nacional de R$ 114,04, evidenciando desafios logísticos e de acesso que impactam diretamente o custo final para os consumidores em regiões remotas.
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