Azevedo & Travassos Energia informa encerramento unilateral de SPA para Polos Porto Carão e Barrinha
A Azevedo & Travassos Energia (ATE) comunicou o encerramento unilateral do Purchase and Sale Agreement (SPA) para os Polos Porto Carão e Barrinha pela Brava Energia, em 14 de setembro de 2026. A transação de US$ 15 milhões, que previa a aquisição de 11 campos de óleo e gás onshore na Bacia Potiguar, foi encerrada, e a ATE avalia medidas legais contra a decisão, considerada "inesperada e injustificada".
A Azevedo & Travassos Energia (ATE) informou o recebimento, em 14 de setembro de 2026, da notificação de encerramento unilateral do Purchase and Sale Agreement (SPA) referente aos Polos Porto Carão e Barrinha. A decisão, comunicada pela Brava Energia, encerra a transação de US$ 15 milhões que previa a aquisição de 11 campos de óleo e gás onshore na Bacia Potiguar pela ATE e sua parceira Petro-Victory Energy Corp., conforme Fato Relevante divulgado à CVM.
Com o encerramento, os ativos permanecem sob controle da Brava Energia. A Azevedo & Travassos Energia contesta a medida, que classifica como "inesperada e injustificada", e avalia todas as ações legais cabíveis para resguardar seus direitos e interesses. A Brava, por sua vez, alega que o encerramento se deu pela expiração do "Longstop Date" e pelo não cumprimento de condições de fechamento do acordo, assinado em fevereiro de 2025.
O encerramento ocorre em um cenário de desafios operacionais e regulatórios para a Brava Energia, que teve os campos dos Polos Porto Carão e Barrinha interditados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) por falhas de segurança operacional desde setembro de 2025. A ATE aponta que essa interdição reduziu substancialmente a produção e dificultou o financiamento da aquisição. A decisão da Brava também se alinha a um período de reestruturação da companhia, que foi alvo de uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) pela Ecopetrol, com leilão agendado para agosto de 2026.
Para a Azevedo & Travassos Energia, a perda da oportunidade de expandir seu portfólio de concessões impacta diretamente sua estratégia de crescimento. Já a Brava Energia, embora mantenha os ativos, herda os desafios da interdição da ANP e a iminente batalha legal, o que pode atrasar investimentos necessários para a recuperação e otimização dos volumes de óleo e gás.
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