OceanPact e CBO concluem fusão e criam gigante de serviços marítimos offshore
A OceanPact e a CBO Holding implementaram a combinação de negócios, resultando na incorporação da CBO e na criação de uma nova potência em serviços offshore, com frota de 70 embarcações e receita anual superior a R$ 4 bilhões.
A OceanPact Serviços Marítimos e a CBO Holding concluíram a implementação de sua combinação de negócios em 16 de setembro de 2026, com a incorporação da CBO pela OceanPact. O movimento consolida uma das maiores operações do setor de apoio marítimo e serviços offshore no Brasil, criando uma companhia com frota de 70 embarcações, receita anual acima de R$ 4 bilhões e backlog contratado superior a R$ 14 bilhões, conforme fato relevante divulgado à CVM.
A transação elevou o capital social da OceanPact em R$ 641.078.197,93, totalizando R$ 1.482.078.014,57, e resultou na emissão de 274.551.446 novas ações ordinárias para os acionistas da CBO. A relação de substituição foi de 1,9805700858 ação ordinária da OceanPact (OPCT3) para cada ação da CBO. As novas ações da OceanPact iniciam negociação na B3 nesta quinta-feira (17), com o crédito efetivo aos acionistas da CBO previsto para 21 de setembro.
A nova estrutura, cuja unidade de Navegação passa a se chamar OceanPact CBO, posiciona a empresa com maior flexibilidade na alocação de ativos e capacidade para atuar em serviços complexos, cruciais para as operações de exploração e produção em águas profundas e ultraprofundas, como o pré-sal. O novo Conselho de Administração da OceanPact será presidido por Luis Antonio Gomes Araujo, e a diretoria contará com Marcos Roberto Tinti e Marcelo Jorge Martins, ex-CBO. A ação PETR3, da principal cliente do setor, fechou em R$ 54,05, com variação positiva de +0,41% no dia, enquanto o Brent foi negociado a US$ 104,59 por barril, em queda de 1,2%.
A aprovação definitiva da combinação de negócios pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) ocorreu apesar de uma contestação da Petrobras, estabelecendo um precedente para futuras consolidações no segmento. A transação também prevê a segregação de ativos contingentes, como o processo de R$ 850 milhões contra a Petrobras referente à embarcação UP Coral, cujos benefícios econômicos serão auferidos pelos acionistas da OceanPact anteriores à operação. Um Acordo de Acionistas de 5 anos, que vincula 67,5% do capital social, e um lock-up de 9 meses garantem estabilidade na governança.
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