IA pode gerar US$ 200 bilhões anuais ao setor de energia até 2030 e acelerar transição, projeta Deloitte
Um estudo global da Deloitte revela que a Inteligência Artificial (IA) pode gerar mais de US$ 200 bilhões anuais em economia para o setor de energia global até 2030, acelerando a transição energética e a descarbonização em escala mundial. Essa projeção destaca a digitalização como pilar fundamental para a modernização e eficiência do setor, com impactos diretos na operação e nos custos de energia.
A Inteligência Artificial (IA) tem o potencial de gerar mais de US$ 200 bilhões em economia anual para o setor de energia global até 2030, acelerando a transição energética e a descarbonização. Essa projeção, levantada em um estudo global da consultoria Deloitte, destaca o papel crescente da tecnologia na otimização de operações e na gestão de recursos em um dos segmentos mais cruciais da economia mundial.
No Brasil, o cenário para a adoção da IA no setor elétrico é promissor, impulsionado por uma agenda de digitalização desenvolvida há anos. A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), desde o início da década de 2010, tem incentivado programas de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) focados em redes inteligentes (smart grids) e automação, o que criou uma base sólida para a integração de soluções de IA em diversas frentes operacionais.
Grandes players do mercado nacional já utilizam o potencial da IA em suas operações. Grupos como Eletrobras, Engie, Enel e CPFL aplicam a tecnologia na otimização de ativos, previsão de demanda e gestão de redes. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), por sua vez, busca na IA ferramentas que aprimorem a estabilidade e a segurança do Sistema Interligado Nacional (SIN), que possui uma capacidade instalada superior a 190 GW e um consumo anual que ultrapassa 600 TWh.
A aplicação da IA abrange desde a manutenção preditiva de equipamentos, com potencial de reduzir custos em até 30%, até a otimização do despacho de usinas hidrelétricas e a gestão da demanda. No setor de distribuição, a tecnologia pode mitigar perdas técnicas e comerciais, que somam bilhões de reais anualmente, por meio de algoritmos que identificam anomalias e otimizam a rede em tempo real.
Embora o Brasil ainda não possua uma regulamentação específica para a IA no setor de energia, o ambiente regulatório incentiva a inovação. A ANEEL, por meio de seus programas de P&D obrigatórios para concessionárias, indiretamente pavimenta o caminho para a integração da IA. Além disso, a Lei nº 14.120/2021, que moderniza o setor elétrico, incentiva a eficiência e a digitalização, criando um ecossistema propício para o avanço das tecnologias inteligentes.
A matriz energética brasileira, com sua crescente participação de fontes renováveis intermitentes como eólica e solar, apresenta um campo fértil para a IA. A tecnologia é essencial para integrar e gerenciar essas fontes de forma eficiente, mitigando os desafios de variabilidade e assegurando a segurança do suprimento. Empresas de tecnologia globais como Siemens e GE, ao lado de diversas startups de energia, atuam como fornecedoras cruciais de plataformas e algoritmos de IA para o setor.
A projeção global da Deloitte, se aplicada proporcionalmente, poderia se traduzir em bilhões de reais em ganhos para o setor energético brasileiro. Esses recursos liberados poderiam impactar a redução da tarifa para o consumidor final, aumentar a competitividade da indústria e direcionar novos investimentos em infraestrutura e na própria transição energética, acelerando a descarbonização da matriz.
Para que o setor de energia brasileiro capitalize plenamente esse potencial, investimentos robustos em infraestrutura de dados, cibersegurança e capacitação de profissionais especializados são cruciais. A experiência de outros setores intensivos em dados, como o de óleo e gás, onde a IA já otimiza exploração, produção e manutenção com ganhos significativos, valida a projeção da Deloitte e reforça a relevância da tecnologia para o futuro da energia.
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Como esta matéria foi produzida: conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial a partir de fontes oficiais e/ou públicas, com curadoria editorial do Radar Energia. Sempre que possível, priorizamos documentos, comunicados e dados primários. Viu algo a corrigir? Fale com a redação.