ONS altera procedimentos operativos para SE Foz do Chapecó com entrada da Chapecoense
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) publicou a Mensagem Operativa 258-R/2026, que altera a Instrução de Operação IO-PM.S.2RS, adequando os procedimentos para energização autônoma de transformadores na Subestação Foz do Chapecó. A medida, em vigor desde 26 de julho de 2026, é uma resposta direta à entrada em operação da nova Subestação Chapecoense, visando aprimorar a segurança e a confiabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN) na região Sul.
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) publicou em 26 de julho de 2026 a Mensagem Operativa ONS 258-R/2026, que altera a Instrução de Operação IO-PM.S.2RS. A mudança adequa os procedimentos operativos em razão da entrada em operação da Subestação (SE) Chapecoense, estabelecendo novas condições para a energização autônoma de transformadores na SE Foz do Chapecó. As diretrizes entraram em vigência imediatamente, sem menção a regras de transição.
As novas condições para a energização autônoma dos transformadores TF1, TF2 ou TF3 na SE Foz do Chapecó (VFCO-230) exigem que a tensão no barramento de 230 kV seja menor ou igual a 242 kV, além de fluxo de potência ativa na LT 230 kV Foz do Chapecó / Guarita e em pelo menos um dos circuitos da LT 230 kV Chapecoense / Foz do Chapecó. Em outras situações, a energização deverá ser coordenada diretamente pelo Centro de Operação do Sistema Regional Sul (COSR-S).
Além da IO-PM.S.2RS, outras Instruções de Operação foram revisadas e entraram em vigor na mesma data, como a IO-OI.S.CSE (Procedimentos Sistêmicos para a Operação da SE Chapecoense), a IO-OI.S.FCO (Procedimentos Sistêmicos para a Operação da SE Foz do Chapecó), a IO-RR.S.FCO (Recomposição da Área Foz do Chapecó) e a IO-OC.S.2SC (Operação em Contingência da Área 230 kV de Santa Catarina). Essas atualizações impactam diretamente os agentes operadores das instalações envolvidas, como AXIA Sul (Transmissão) e FCE (UHE Foz do Chapecó), que devem integrar os novos procedimentos em seus manuais internos e coordenar ações com o ONS.
A alteração nos procedimentos operativos, parte do Manual de Procedimentos da Operação (MPO) do ONS, é uma consequência da expansão da rede elétrica e da necessidade de integrar novas infraestruturas ao SIN. O aprimoramento da segurança e confiabilidade operacional no submercado Sul, decorrente da integração da SE Chapecoense e dos procedimentos atualizados, tende a reduzir a probabilidade de contingências e a necessidade de despachos fora da ordem de mérito por restrições locais, contribuindo para a otimização dos fluxos de energia.
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