ONS revisa para baixo projeção de reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste para julho
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) revisou para baixo as projeções de reservatórios do subsistema Sudeste/Centro-Oeste para o fechamento de julho de 2026, indicando um nível de 63,6% da capacidade máxima, ante 64,3% previstos. A Energia Natural Afluente (ENA) também foi ajustada para 90% da Média de Longo Termo (MLT), sinalizando um cenário hidrológico mais apertado.
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) revisou para baixo as projeções hidrológicas para o fechamento de julho de 2026, indicando que os reservatórios do subsistema Sudeste/Centro-Oeste deverão encerrar o mês com 63,6% da capacidade máxima. A nova estimativa representa uma queda de 0,7 ponto percentual em relação aos 64,3% projetados na semana anterior, conforme boletim divulgado pelo órgão em 17 de julho. A Energia Natural Afluente (ENA) para a mesma região também foi ajustada, passando de 92% para 90% da Média de Longo Termo (MLT).
A atualização, parte do Programa Mensal da Operação (PMO) do ONS, também trouxe uma ligeira redução na projeção de crescimento da carga de energia elétrica no país para julho, que passou de 2,3% para 2,1% na comparação anual. Embora a demanda esperada tenha diminuído marginalmente, a combinação de menor disponibilidade hídrica e níveis de reservatório mais baixos tende a exigir um maior acionamento de usinas termelétricas, que possuem custos de geração mais elevados.
Este cenário de hidrologia mais restritiva, mesmo com uma carga um pouco menor, pressiona o Custo Marginal de Operação (CMO) e, consequentemente, o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) no submercado Sudeste/Centro-Oeste, que, em projeção semanal, está em R$ 161,41/MWh. Geradores termelétricos podem ver maior despacho.
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