PPSA: Produção de petróleo da União atinge 330 mil bpd em junho, recorde desde 2017
A parcela de petróleo da União sob gestão da PPSA alcançou 330 mil barris por dia em junho de 2026, o maior volume desde o início do regime de partilha em 2017. O resultado eleva a representatividade da União para 17% da produção total e impulsiona a projeção de receita para mais de R$ 30 bilhões no ano.

A Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) registrou em junho a maior produção de petróleo da União desde 2017, alcançando 330 mil barris por dia (bpd). O volume, que abrange nove contratos de partilha de produção (CPPs) e quatro acordos de individualização da produção (AIPs), representa um aumento de 35% em relação a maio. Com esse resultado, a participação da União na produção total sob o regime de partilha consolidou-se em 17%, frente aos 13,5% do mês anterior. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (19) no Boletim Mensal de Produção da PPSA.
O crescimento é atribuído, principalmente, ao aumento da parcela da União nos campos de Mero, Atapu, Norte de Carcará e Sépia, que apresentaram ramp-up operacional e alta performance. Considerando a manutenção dos preços internacionais do petróleo, com o Brent negociado hoje a US$ 90,96, a PPSA projeta que a participação da União pode atingir cerca de 20% da produção total até o fim de 2026, com a receita total superando R$ 30 bilhões no ano. Até maio, a União já havia arrecadado R$ 18 bilhões com a venda da sua parcela de óleo do pré-sal.
Essa arrecadação extraordinária tem impacto fiscal significativo e direto na política de preços de combustíveis. O Projeto de Lei Complementar (PLP) 114/2026, já aprovado pela Câmara e Senado, aguarda sanção presidencial para permitir que a receita seja utilizada na redução de tributos federais sobre diesel, gasolina e etanol. A medida visa a mitigar a pressão sobre os preços na bomba, atuando como um contrapeso à paridade de importação e ao câmbio, e proporcionando alívio ao consumidor final.
No segmento de gás natural, a PPSA informa que a parcela da União foi de 398 mil m³ por dia em junho, considerando cinco contratos de partilha e os AIPs de Tupi e Jubarte. A companhia projeta um aumento substancial, de 400 mil para mais de 1 milhão de m³/dia até o final de 2026, impulsionado por gatilhos de participação em Mero e Búzios.
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