Transpetro inicia transporte de bunker com frota própria no Rio de Janeiro
A Transpetro anunciou que iniciará o transporte de bunker por barcaças no Rio de Janeiro ainda em 2026, com frota própria. A iniciativa, que envolve um investimento de R$ 630 milhões, marca a entrada da subsidiária na navegação interior e visa otimizar custos logísticos para o Sistema Petrobras, substituindo serviços terceirizados.
A Transpetro vai iniciar o transporte de bunker por barcaças no Rio de Janeiro ainda em 2026, marcando sua entrada no modal de navegação interior com frota própria, conforme comunicado pela empresa em 18 de agosto. A primeira embarcação entrará em fase flutuante de construção até o fim deste mês, com previsão de conclusão em outubro, em uma estratégia de verticalização logística que busca maior controle e eficiência na cadeia de suprimentos de combustíveis marítimos.
A operação envolverá 18 barcaças, sendo dez de 3 mil TPB e oito de 2 mil TPB, além de 18 empurradores, substituindo serviços terceirizados e permitindo o transporte de diferentes combustíveis em tanques segregados. O investimento total na aquisição dessa frota é de aproximadamente R$ 630 milhões, parte de um programa mais amplo de R$ 2,8 bilhões. A Transpetro projeta que a verticalização da operação de bunkering e o uso de frota própria resultarão em redução de custos logísticos para o Sistema Petrobras.
Com base no Terminal Aquaviário de Ilha d'Água, no Rio de Janeiro, a Transpetro será a operadora direta do serviço, oferecendo um novo canal logístico para clientes como distribuidoras e a indústria petroquímica. A expectativa é que toda a frota esteja plenamente operacional até fevereiro de 2028, com planos de expansão para outros portos estratégicos como Santos (SP), Belém (PA), Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS). A construção das embarcações, contratada aos estaleiros Bertolini Construção Naval da Amazônia (Beconal) e Indústria Naval Catarinense (INC), gera demanda para a indústria naval nacional.
A iniciativa se alinha ao contexto de atualização regulatória para combustíveis aquaviários no Brasil, com a ANP tendo aberto consulta pública em julho de 2026 para revisar as especificações. A Transpetro já prevê que os combustíveis transportados cumprirão as especificações da IMO 2020, que limita o teor de enxofre a 0,5%, e a Resolução nº 903/2022 da ANP, garantindo a qualidade do produto. A expansão da infraestrutura da subsidiária, que já inclui 46 terminais, 8,5 mil quilômetros de dutos e 32 navios, reforça sua posição como um dos maiores operadores logísticos do país.
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