Pré-sal eleva produção de petróleo e gás no Brasil a 5,597 mi boe/d em maio
A produção nacional de petróleo e gás natural atingiu 5,597 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d) em maio de 2026, mantendo-se estável ante abril, mas com alta expressiva de quase 17% no petróleo e 20% no gás na comparação anual, segundo a ANP. O pré-sal impulsionou o resultado, respondendo por mais de 80% do total e colocando a extração de óleo no segundo maior volume médio mensal histórico.
A produção brasileira de petróleo e gás natural alcançou 5,597 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d) em maio de 2026, um patamar estável em relação ao mês anterior, e reflete uma expansão robusta de 16,9% para o petróleo e 19,6% para o gás natural na comparação com maio de 2025. Os dados, divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em 1º de julho, consolidam a trajetória de crescimento do setor, com o pré-sal como principal motor.
A extração de petróleo bruto somou 4,301 milhões de barris por dia (bbl/d), representando o segundo maior volume médio mensal já registrado na história do país. Já a produção de gás natural atingiu 206,06 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), volumes que sublinham a capacidade produtiva nacional, especialmente em um cenário global de valorização dos hidrocarbonetos.
O pré-sal foi responsável por 80,5% de toda a produção nacional, com 4,503 milhões de boe/d. Desse total, 3,471 milhões de bbl/d foram de petróleo e 164,08 milhões de m³/d de gás natural, o que reforça a dominância dessa camada geológica na matriz de exploração e produção brasileira. A concentração da atividade em águas profundas é evidente: os campos marítimos responderam por 98,1% do petróleo e 88,9% do gás natural extraídos no período.
A Petrobras manteve sua posição de liderança inquestionável no setor, operando 87,78% da produção total e como maior produtora individual, com 2,55 milhões de bbl/d. Outros grandes players internacionais também se destacam, como a Shell, segunda maior produtora com 415,3 mil bbl/d, e a TotalEnergies, em terceiro lugar com 209,9 mil bbl/d, o que demonstra a relevância do Brasil para as grandes petroleiras.
Apesar dos volumes expressivos, um ponto de atenção no boletim da ANP é a queima de gás natural, que atingiu 5,87 milhões de m³/d em maio, um aumento de 30% em relação a abril. Embora atribuída ao comissionamento da FPSO P-79 no Campo de Búzios, essa elevação na queima é um tema sensível, e gera debates sobre perdas econômicas e impactos ambientais, contrastando com o alto aproveitamento geral do gás, que foi de 97,2%.
A manutenção de altos volumes de produção de petróleo e gás, especialmente do pré-sal, é um pilar fundamental para a segurança energética do país, garantindo lastro e oferta ao mercado. Embora o boletim da ANP tenha caráter informativo e de transparência, sem detalhar efeitos diretos em tarifas, a disponibilidade de hidrocarbonetos influencia indiretamente a dinâmica do mercado livre e cativo, bem como os preços de referência, como o PLD.
A performance de maio de 2026, com o segundo maior volume médio mensal histórico de petróleo e o crescimento anual robusto, consolida a capacidade produtiva do Brasil. A dominância consistente do pré-sal, que responde por mais de 80% da produção total, demonstra a resiliência e a expansão contínua do setor de óleo e gás, fundamental para a economia nacional.
O setor e os reguladores permanecem focados em otimizar o aproveitamento do gás natural, com o objetivo de minimizar a queima e maximizar a injeção ou disponibilização ao mercado. Esse esforço é crucial para alinhar a expansão da produção com as metas de sustentabilidade e eficiência, mitigando a tensão entre a necessidade de extração e a gestão ambiental dos recursos.
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