USDA aprova Projeto Hermosa para minerais críticos e resiliência energética nos EUA
O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) emitiu a decisão final para o Projeto Hermosa Critical Mineral, um investimento de US$ 2,16 bilhões no Arizona. A medida busca fortalecer a produção doméstica de zinco, manganês e prata, visando a independência mineral e a resiliência energética do país, com foco na redução da dependência de fontes estrangeiras.
O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), por meio de seu Serviço Florestal, emitiu o "Final Record of Decision" (ROD) para o Projeto Hermosa Critical Mineral, da South32 Hermosa Inc., um investimento de US$ 2,16 bilhões no Arizona. A decisão, formalizada em 7 de julho de 2026, representa um avanço significativo na estratégia americana para fortalecer a produção doméstica de minerais essenciais e a resiliência energética do país, visando reduzir a dependência de cadeias de suprimentos estrangeiras.
O projeto Hermosa, localizado no Condado de Santa Cruz, é considerado um dos maiores recursos de zinco não desenvolvidos do mundo, com potencial para a extração de manganês, prata e cobre. Estes minerais são cruciais para tecnologias de energia avançadas e para a transição energética global, incluindo baterias e infraestrutura de energia limpa. A iniciativa se alinha às Ordens Executivas do Presidente Trump, que buscam impulsionar a autossuficiência dos EUA em minerais críticos e estratégicos.
A aprovação do USDA Forest Service conclui o processo de revisão ambiental sob a Lei Nacional de Política Ambiental (NEPA) para a infraestrutura auxiliar em terras do Serviço Florestal. O projeto foi acelerado pela designação FAST-41, que visa agilizar revisões para grandes projetos de infraestrutura. A South32 Hermosa Inc. agora deve apresentar a garantia financeira e o Plano Final de Operações da Mina, com a expectativa de que a autorização final seja concedida até 4 de setembro de 2026 e a produção total seja alcançada em 2029.
A medida tem implicações geopolíticas importantes, reforçando o movimento dos EUA para diversificar sua cadeia de suprimentos e diminuir a dependência de países como a China no fornecimento de minerais críticos. Embora não haja impacto direto nas tarifas ou encargos do mercado de energia brasileiro, o projeto pode influenciar a longo prazo a dinâmica global de preços e a segurança do fornecimento desses insumos, afetando indiretamente os custos de tecnologias de energia limpa. A expectativa é gerar até 900 empregos diretos e milhares de indiretos na região, com foco em contratação local.
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