ABSOLAR e Sebrae iniciam missão na China para tecnologia solar e armazenamento
A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) e o Polo Sebrae de Energias Renováveis iniciaram uma missão empresarial na China, com visitas a fabricantes de componentes e participação na SNEC PV & ES Expo, a maior feira do setor globalmente. O objetivo é estreitar laços comerciais e tecnológicos, permitindo que empresas brasileiras acessem inovações e diversifiquem fornecedores em um mercado altamente dependente de importações chinesas.

A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), em parceria com o Polo Sebrae de Energias Renováveis (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), iniciou na segunda-feira (1º) uma missão empresarial estratégica na China, focada na cadeia de valor da energia solar fotovoltaica e de armazenamento de energia. A comitiva brasileira cumpre uma agenda que inclui visitas técnicas a fábricas de componentes e a participação na SNEC PV & ES Expo (Photovoltaic & Energy Storage), a principal feira do setor globalmente, que ocorre entre os dias 3 e 5 de junho, em Xangai.
As atividades em solo chinês começaram com a visita às instalações da Hoymiles, renomada fabricante de inversores solares, no primeiro dia da missão. Na terça-feira (2), o grupo conheceu os processos produtivos da Trina, uma das maiores empresas do mundo dedicada à fabricação de painéis solares, evidenciando o interesse em tecnologias de ponta para o mercado brasileiro.
A agenda incluiu a cerimônia de abertura da conferência SNEC Smart Energy Expo 2024, onde Rodrigo Sauaia, presidente executivo da ABSOLAR e chairman do Global Solar Council, participou do "Global Smart Energy Leaders Dialogue". O debate reuniu líderes do setor para discutir tendências, perspectivas de negócios, estratégias e os desafios do mercado solar global, com foco na colaboração internacional.
A SNEC PV & ES Expo se estabelece como a principal vitrine mundial para as inovações em geração fotovoltaica e soluções de armazenamento energético. Em sua edição de 2024, o evento ocupa uma área superior a 360 mil metros quadrados e conta com a participação de mais de 3 mil empresas expositoras, representando 95 países, sublinhando a escala e a relevância do mercado chinês.
A iniciativa da ABSOLAR e do Sebrae visa fortalecer as relações comerciais e tecnológicas do Brasil com a China, país que há anos se consolidou como o principal fornecedor mundial de equipamentos fotovoltaicos, responsável por mais de 80% da produção global de painéis solares. O Brasil importa a vasta maioria de seus módulos e inversores da China, uma dependência tecnológica e comercial impulsionada pelo crescimento da geração distribuída no país, amparada pela Resolução Normativa ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) nº 482/2012 e suas atualizações.
Este intercâmbio é crucial para o setor brasileiro, que já ultrapassou 40 GW de capacidade instalada de energia solar fotovoltaica, com a maior parte dessa potência proveniente de equipamentos importados. Em 2023, o segmento atraiu mais de R$ 50 bilhões em investimentos, e a solar já representa mais de 17% da matriz elétrica nacional, o que evidencia a escala da dependência de fornecedores externos e a importância de otimizar custos e diversificar a cadeia.
A ausência de uma indústria nacional robusta para painéis e inversores torna a importação de componentes chineses uma estratégia economicamente e tecnologicamente viável para o crescimento do setor. A missão pode otimizar os custos de aquisição, diversificar fornecedores e incorporar tecnologias mais eficientes, impactando positivamente a competitividade do mercado solar brasileiro e acelerando a transição energética do país.
Após a conclusão da SNEC PV & ES Expo, que se encerra em 5 de junho, a expectativa é que a ABSOLAR e o Sebrae divulguem um relatório detalhado com os resultados da missão. Entre os possíveis desdobramentos, estão a formalização de novas parcerias comerciais e tecnológicas, a realização de workshops no Brasil para disseminar o conhecimento adquirido e a organização de futuras missões focadas em tecnologias emergentes, como o hidrogênio verde e o armazenamento de energia.
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Matéria redigida pela redação IA do Radar Energia a partir do documento da fonte. Consulte o original para validação técnica e jurídica.
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