Binatural projeta concluir expansão de biodiesel para 700 milhões de litros/ano até 2027
A Binatural planeja concluir a expansão de suas plantas de biodiesel em Formosa (GO) e Simões Filho (BA) até o primeiro semestre de 2027, elevando a capacidade anual para 700 milhões de litros. O investimento de R$ 100 milhões visa atender ao crescimento da mistura obrigatória e a novos mercados de descarbonização.
A Binatural, fabricante de biodiesel, anunciou planos para concluir a expansão de suas unidades em Formosa (GO) e Simões Filho (BA) até o primeiro semestre de 2027. Com o investimento de R$ 100 milhões, a companhia projeta elevar sua capacidade de produção anual dos atuais 600 milhões para 700 milhões de litros, conforme comunicado da empresa.
O aporte, financiado em R$ 40 milhões pelo Banco do Brasil via programa Eco Invest e R$ 60 milhões com capital próprio da Binatural, posiciona a empresa para atender ao aumento gradual da mistura obrigatória de biodiesel no diesel fóssil, impulsionada pela “Lei do Combustível do Futuro”. Embora o B15 (15%) tenha entrado em vigor em agosto de 2025, o próximo aumento para B16 (16%), inicialmente esperado para março de 2026, está condicionado à conclusão de testes de validação previstos para o primeiro semestre de 2027, com a decisão final a cargo do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).
Além do mandato regulatório, a expansão visa suprir a demanda de novos mercados estratégicos que buscam descarbonização, como o biobunker B100 (combustível para navios), transporte ferroviário, geração termelétrica e mineração. O aumento da produção de biodiesel contribui para a segurança energética do Brasil, reduzindo a dependência de importação de diesel, e reforça a agenda de descarbonização, com a Binatural se destacando no programa RenovaBio por sua alta nota de eficiência energética (80,79), que permite a emissão de mais Créditos de Descarbonização (CBIOs).
Apesar do otimismo da Binatural, a flexibilidade dos prazos regulatórios para o aumento da mistura obrigatória representa um risco para o setor. O adiamento da decisão sobre o B16, por exemplo, evidencia que as deliberações do CNPE podem impactar o planejamento de longo prazo e a materialização plena da demanda projetada pela “Lei do Combustível do Futuro”, gerando incerteza para novos investimentos no segmento.
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