Taesa aprova R$ 206,7 milhões em proventos após lucro líquido regulatório do 2T26
A Taesa aprovou a distribuição de R$ 206,78 milhões em proventos, equivalentes a 100% do lucro líquido regulatório do segundo trimestre de 2026. A decisão reforça a política de remuneração da companhia, que também teve sua Receita Anual Permitida (RAP) homologada em R$ 4,6 bilhões para o ciclo 2026/2027, impulsionada por novos projetos e reajustes.
A Taesa (TAEE11) aprovou a distribuição de R$ 206,78 milhões em proventos, equivalentes a 100% do lucro líquido regulatório apurado no segundo trimestre de 2026 (2T26), conforme comunicado ao mercado. Desse total, R$ 123,8 milhões serão pagos como Juros Sobre Capital Próprio (JCP) e R$ 82,9 milhões como Dividendos Intercalares, resultando em aproximadamente R$ 0,6002 por Unit TAEE11.
A decisão de remunerar os acionistas alinha-se à política da companhia de distribuir entre 90% e 100% do lucro líquido regulatório a partir de 2025. Paralelamente, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) homologou a Receita Anual Permitida (RAP) da Taesa para o ciclo 2026/2027 em R$ 4,6 bilhões, valor que já está em vigor desde julho de 2026. A atualização, formalizada pelo Despacho ANEEL nº 2.268/2026, reflete a entrada em operação de novos projetos e os reajustes inflacionários por IPCA e IGP-M.
Os proventos terão como data-base o dia 14 de agosto de 2026, com as ações e units sendo negociadas 'ex-dividendos' a partir de hoje, 17 de agosto. O pagamento aos acionistas está programado para 26 de novembro de 2026. A expansão da base de ativos da Taesa tem sido um motor para o crescimento da RAP, como a recente energização das Linhas de Transmissão 500 kV Ponta Grossa/Assis, parte da concessão Ananaí, que adicionou R$ 123,6 milhões à receita anual da empresa, conforme noticiado pelo Radar Energia em 5 de agosto.
Embora os resultados atuais reforcem a solidez da Taesa como pagadora de dividendos, o cenário de transmissão de energia está atento a debates regulatórios de longo prazo. Entre eles, destacam-se a abertura do mercado livre para consumidores de baixa tensão e a definição das regras para a renovação das concessões de transmissão, pautas que podem trazer incertezas para o modelo de negócios das transmissoras nos próximos anos.
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