Suape inicia estudos para eletrificação de navios atracados com energia renovável
O Complexo Industrial Portuário de Suape iniciou estudos para implementar o sistema Onshore Power Supply (OPS), que permitirá a navios atracados desligar seus geradores a diesel e se conectar à rede elétrica em terra. A iniciativa visa a descarbonização das operações portuárias, alinhando o porto às diretrizes de sustentabilidade e transição energética.
O Complexo Industrial Portuário de Suape iniciou, em 17 de agosto de 2026, estudos para a implantação de um sistema de fornecimento de energia elétrica de fontes renováveis a navios atracados. A iniciativa, conhecida como Onshore Power Supply (OPS) ou "cold ironing", busca permitir que as embarcações desliguem seus geradores a diesel e se conectem à rede elétrica em terra, reduzindo significativamente as emissões de gases de efeito estufa (GEE) e poluentes locais.
O projeto encontra-se na fase inicial de análises de viabilidade técnica e econômica, sem datas ou regras de transição estabelecidas. A proposta é substituir a geração de energia a bordo por eletricidade da rede, com o objetivo de mitigar emissões de óxidos de nitrogênio (NOx), óxidos de enxofre (SOx) e material particulado, além de diminuir ruídos e vibrações nas operações portuárias. A conclusão desses estudos será fundamental para dimensionar a infraestrutura necessária, como subestações, transformadores e cabos de alta capacidade.
A medida de Suape se alinha ao "Diagnóstico sobre Descarbonização no Setor Portuário" de 2025, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), que serve como referência para a expansão da tecnologia OPS nos portos brasileiros.
O impacto ambiental direto esperado é a redução de poluentes atmosféricos e GEE, contribuindo para a descarbonização e melhorando a qualidade do ar e sonora na área portuária. O Ministério de Minas e Energia (MME), por meio do CNPE, publicou em março de 2026 diretrizes para o Programa Nacional do Combustível Sustentável de Navegação, que abrange o setor portuário e marítimo. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) também publicou em agosto de 2025 a "Nota Técnica 'Descarbonização do Transporte Aquaviário: Desafios e Trajetórias Nacionais para Combustíveis Marítimos'", um estudo relevante para o contexto atual. Contudo, o modelo de negócio para o fornecimento de energia aos navios e os investimentos necessários para a infraestrutura de Suape ainda estão sob análise.
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