Cemig informa redução de participação do UBS em derivativos de CMIG4
A Cemig comunicou ao mercado a redução da participação do Banco de Investimentos UBS (Brasil) S.A. em instrumentos derivativos referenciados em suas ações preferenciais (CMIG4). A posição do UBS caiu de 10,17% para 0,03% do total, refletindo um ajuste na exposição financeira do banco aos papéis da companhia.
A Cemig comunicou ao mercado, nesta quarta-feira (15), uma alteração de participação acionária relevante em seus papéis, conforme exigido pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O Banco de Investimentos UBS (Brasil) S.A. reduziu sua posição em instrumentos derivativos referenciados em ações preferenciais (CMIG4), passando de 10,17% para 0,03% do total de ações preferenciais emitidas pela companhia. A movimentação, informada à Cemig em 13 de julho, reflete um ajuste na exposição financeira do UBS aos ativos da elétrica mineira.
A operação, de natureza financeira, não implica em mudança direta na estrutura de controle da Cemig, mas sim um ajuste de portfólio por parte do investidor institucional. A divulgação dessas movimentações é uma exigência da Resolução CVM nº 44/2021, que visa garantir a transparência no mercado de capitais. Esta é a segunda redução relevante do UBS em 2026, após uma diminuição em janeiro, quando sua posição em derivativos com liquidação financeira caiu para 9,60% das ações preferenciais.
Para o mercado, a redução significativa da exposição do UBS serve como um indicador sobre a percepção de risco e retorno dos ativos da Cemig. O ano de 2026 tem sido dinâmico para a estrutura acionária da Cemig, com o Banco Clássico, por exemplo, elevando sua participação para 17,63% do capital total da companhia em maio, com a aquisição de aproximadamente 7,4 milhões de ações preferenciais.
As ações preferenciais da Cemig (CMIG4) operavam a R$ 11,15 na tarde desta quarta-feira, com desvalorização de 0,54%, em um dia em que o dólar era cotado a R$ 5,0785. Acompanhar a continuidade das movimentações de grandes investidores no capital da Cemig será importante para o mercado, especialmente após as recentes alterações que indicam uma reavaliação estratégica por parte de fundos e bancos de investimento.
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