CNPM aprova GT para mapear recursos minerais e impulsionar transição energética
O Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM) instituiu um Grupo de Trabalho (GT) para propor modelos de financiamento e mecanismos regulatórios que ampliem o conhecimento geológico do país. A iniciativa, coordenada pelo MME, visa atrair investimentos privados e atingir as metas do Plano Nacional de Mineração 2050 (PNM 2050), crucial para a oferta de minerais críticos na transição energética.
O Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM) aprovou, em reunião de 2 de julho de 2026, a criação de um Grupo de Trabalho (GT) para mapear caminhos para ampliar o conhecimento geológico e de recursos minerais do país. A iniciativa, coordenada pelo Ministério de Minas e Energia (MME), busca atrair investimentos privados sem onerar o orçamento público, essencial para o desenvolvimento do setor e para atender às demandas da transição energética.
O GT focará na avaliação de modelos de financiamento e na geração de dados geológicos, propondo mecanismos regulatórios que impulsionem o mapeamento básico do território nacional. Atualmente, apenas 28% do Brasil está mapeado na escala 1:100.000, um índice considerado insuficiente. A meta do Plano Nacional de Mineração 2050 (PNM 2050) é elevar essa cobertura para 52% até 2055, reduzindo o risco geológico e abrindo novas frentes de exploração.
A iniciativa é um desdobramento direto das metas do PNM 2050, que projeta um salto nos investimentos privados em pesquisa mineral de R$ 1,5 bilhão para R$ 2,7 bilhões anuais, além de uma redução do tempo médio de análise de processos minerários de 1.563 para 780 dias até 2050. O plano também ambiciona aumentar a participação brasileira na produção global de minerais críticos de 8,3% para 12,2% no mesmo período, reforçando a importância estratégica do país para a cadeia global de energias renováveis e baterias.
Composto por representantes de dez órgãos e entidades federais, incluindo o Gabinete de Segurança Institucional, Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, Ministério do Planejamento e Orçamento, CPRM e Agência Nacional de Mineração (ANM), o GT terá 150 dias, contados da nomeação de seus membros, para apresentar um relatório final ao CNPM. O Serviço Geológico do Brasil (CPRM/SGB) terá seu papel fortalecido e integrará três grupos de trabalho estratégicos, consolidando sua atuação no fomento ao conhecimento geológico.
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