Copel eleva meta de alavancagem e estende prazo para retorno ao centro da faixa
A Copel comunicou a atualização de seus parâmetros de estrutura de capital, elevando a meta de alavancagem para 2,9x Dívida Líquida/Ebitda e estendendo o prazo para a companhia retornar ao centro da faixa de 24 para 48 meses. A política de dividendos manteve o payout mínimo de 75% do lucro líquido, sinalizando maior flexibilidade para financiar investimentos robustos.
A Copel atualizou seus parâmetros de estrutura de capital e política de dividendos em 15 de julho de 2026, conforme comunicado ao mercado. A decisão, aprovada pelo Conselho de Administração, eleva a meta de alavancagem da companhia e estende o prazo para retorno ao centro da faixa, visando proporcionar maior flexibilidade financeira para conciliar o robusto ciclo de investimentos com a remuneração aos acionistas.
A meta de alavancagem (Dívida Líquida/Ebitda) foi ajustada de 2,8x para 2,9x, com a faixa de tolerância passando de 2,5x-3,1x para 2,6x-3,2x. O prazo para a companhia convergir para o centro da faixa de 2,9x foi ampliado de 24 para 48 meses, com contagem a partir de dezembro de 2026, estendendo-se, na prática, até dezembro de 2030. A política de distribuição anual de proventos permanece inalterada em seus pilares, garantindo um payout mínimo de 75% do lucro líquido.
Para a Copel, a maior flexibilidade no endividamento é essencial para financiar seu plano de investimentos de aproximadamente R$ 14,89 bilhões entre 2027 e 2030, incluindo projetos estratégicos como as expansões das hidrelétricas Segredo e Foz do Areia. Contudo, analistas de mercado interpretaram que a maior tolerância à alavancagem e o prazo estendido para desalavancagem podem sinalizar uma priorização de investimentos em detrimento de retornos mais agressivos aos acionistas no curto prazo, o que se refletiu na queda das ações CPLE3 e CPLE6 no dia seguinte ao anúncio.
Embora a decisão mantenha a remuneração mínima, o alongamento do prazo para o retorno ao centro da faixa de alavancagem, mesmo dentro da tolerância, introduz um risco de percepção de mercado sobre a disciplina financeira da companhia.
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