Eneva conclui operação de R$ 2,4 bilhões e alonga dívida para 9 anos com mais IPCA
A Eneva finalizou a primeira etapa de sua gestão de passivos de R$ 2,4 bilhões, alongando o prazo médio da dívida refinanciada de 2,6 para 9 anos e elevando a parcela indexada ao IPCA para 92% do endividamento consolidado. A operação, concluída em 24 de setembro de 2026, otimiza o perfil financeiro da companhia.

A Eneva concluiu a primeira etapa de sua operação de gestão de passivos, no valor de R$ 2,4 bilhões, com o objetivo de reorganizar o perfil financeiro da companhia. A transação, comunicada ao mercado em 24 de setembro de 2026, alongou o prazo médio das dívidas refinanciadas de aproximadamente 2,6 anos para 9 anos e aumentou a participação da dívida atrelada ao IPCA de 86% para 92% do endividamento consolidado, segundo informações da ADVFN.
A operação envolveu a alienação de debêntures da 12ª emissão, no valor de R$ 2,4 bilhões, com remuneração de IPCA + 8,00% ao ano, vencimento final em 15 de agosto de 2036 e amortização em três parcelas anuais a partir do oitavo ano. Essas novas condições foram aprovadas em Assembleia Geral de Debenturistas, realizada em 22 de setembro de 2026. Os recursos foram integralmente destinados ao pré-pagamento de cerca de R$ 1,4 bilhão em debêntures de outras emissões, anteriormente atreladas ao CDI.
A reestruturação fortalece a resiliência financeira da Eneva, alinhando seus passivos aos fluxos de caixa de longo prazo gerados por seus ativos de energia e gás natural. O aumento da indexação ao IPCA cria um hedge natural, protegendo a companhia contra variações inflacionárias, já que suas receitas são frequentemente corrigidas por este índice. A operação também foi precedida pela atribuição do rating 'brAAA' pela S&P National Ratings à 12ª emissão de debêntures, reforçando a percepção de solidez da empresa no mercado.
Com uma estrutura de capital mais robusta e previsível, a Eneva ganha maior capacidade para financiar seu plano de crescimento em geração de energia e gás natural. Essa movimentação da Eneva se alinha a uma tendência observada no setor, com outras empresas como Vibra Energia, Axia Energia e CPFL Paulista também buscando o mercado de capitais em setembro de 2026 para otimizar suas dívidas e estruturas de capital.
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