Eneva eleva geração bruta em 35% no 2T26 com despacho térmico por mérito
A Eneva registrou um aumento de 35% na geração bruta total no segundo trimestre de 2026, impulsionado pela consolidação do "Modelo Newave híbrido" do ONS, que favorece o despacho por mérito de térmicas de menor custo variável e sinaliza maior previsibilidade para o mercado de curto prazo.
A Eneva (ENEV3) comunicou um aumento de 35% em sua geração bruta total no segundo trimestre de 2026, atingindo 2.537 GWh, conforme documento enviado à CVM. Esse crescimento resultou diretamente do maior despacho termelétrico por ordem de mérito no Sistema Interligado Nacional (SIN), reflexo da implementação do "Modelo Newave híbrido" pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).
O novo modelo do ONS, que individualiza a gestão de reservatórios hídricos e aplica critérios mais rigorosos de aversão ao risco, aproximou os preços calculados pelo modelo ao Custo Marginal de Operação (CMO). Essa dinâmica regulatória favoreceu o despacho de usinas térmicas de menor custo variável, como as da Eneva, reduzindo a dependência de despachos excepcionais fora da ordem de mérito. A geração líquida dos ativos termelétricos da companhia cresceu 46% no comparativo anual, totalizando 2.230 GWh no período.
Geradores com portfólio flexível e de baixo custo variável, como a Eneva e seu modelo integrado Reservoir-to-Wire (R2W), capitalizam essa dinâmica, ganhando maior previsibilidade de despacho e receita. A companhia também avança na expansão de sua capacidade, com a UTE Luiz Oscar Rodrigues de Melo iniciando seu contrato de reserva de capacidade (CRCAP 2021) em julho de 2026, e a UTE Azulão I com operação comercial prevista para 1º de agosto de 2026, solidificando sua posição no Ambiente de Contratação Regulada (ACR) e no Ambiente de Contratação Livre (ACL).
A consolidação do Newave híbrido e a expansão da capacidade da Eneva em 3,65 GW até 2031, via participação no Leilão de Reserva de Capacidade de 2026 (LRCAP 2026), contribuem para o lastro do sistema e a segurança do suprimento. Embora o modelo busque estabilidade, o cenário hidrológico ainda apresenta riscos, com o ONS revisando para baixo as projeções de reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste e de Energia Natural Afluente (ENA) para julho.
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