Hélio Valgas Solar comunica rescisão final de contrato de 51,6 MW médios com Liasa
A Hélio Valgas Solar Participações S.A. informou a rescisão da última etapa de um contrato de compra e venda de energia elétrica com a Ligas de Alumínio S.A. (Liasa), envolvendo 51,6 MW médios. A medida finaliza um processo de reestruturação que realocou o volume para novos contratos de autoprodução.
A Hélio Valgas Solar Participações S.A. comunicou a rescisão da última etapa de um contrato de compra e venda de energia elétrica com a Ligas de Alumínio S.A. (Liasa), formalizando a saída de 51,6 MW médios do volume contratado a partir de janeiro de 2026. A informação, divulgada em 17 de agosto de 2026, finaliza um processo de reestruturação do portfólio da geradora solar, em curso desde 2025, que visa à diversificação de riscos e à otimização de ativos.
A reestruturação, aprovada pelos credores da Hélio Valgas Solar em assembleia geral de debenturistas em agosto de 2025, envolveu a realocação desses 51,6 MW médios, antes destinados à Liasa, para novos contratos de autoprodução por equiparação. Valgroup, Alvoar Lacteos e Santista Têxtil passaram a ser os novos *offtakers*, diversificando a base de clientes das SPEs Geradora Solar Hélio Valgas I e II, subsidiárias da companhia. Para os contratos remanescentes com a Liasa, foi estabelecido um limitador anual de 2,5% ao índice de reajuste do preço da energia.
Essa movimentação estratégica busca reduzir a dependência de um único grande consumidor e pulverizar o risco de crédito e volume, otimizando a alocação da garantia física dos ativos solares no Ambiente de Contratação Livre (ACL). O movimento se alinha ao cenário regulatório dinâmico para a autoprodução: em 7 de agosto de 2026, a ANEEL reverteu cautelarmente a exigência de outorga para o cadastro de ativos de até 5 MW como autoprodutores, conferindo maior segurança jurídica e previsibilidade à modalidade de autoprodução por equiparação.
A recomposição do valor econômico do contrato original com a Liasa, por meio do aumento do preço da energia fornecida pelas demais SPEs, buscou preservar o equilíbrio financeiro da Hélio Valgas Solar. A companhia registrou prejuízo líquido de R$ 22,5 milhões no segundo trimestre de 2026, e suas receitas indexadas ao dólar são protegidas por contratos de SWAP, evidenciando a gestão de riscos cambiais e financeiros. A comunicação da rescisão foi feita em conformidade com a Lei das Sociedades por Ações e a Resolução CVM nº 44/2021.
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