Brent supera US$ 90 com escalada de hostilidades no Golfo Pérsico
O preço do petróleo Brent, referência global, ultrapassou os US$ 90 por barril nesta segunda-feira (17), superando US$ 91 nesta terça-feira (18), impulsionado pela intensificação das hostilidades no Golfo Pérsico e o prolongado impasse diplomático entre Estados Unidos e Irã.
O petróleo Brent, principal referência global, superou a marca de US$ 90 por barril na última segunda-feira (17), fechando a US$ 90,87, e superou US$ 91 nesta terça-feira (18), segundo dados de mercado. A escalada é atribuída à ampliação das hostilidades no Golfo Pérsico e à ausência de avanços diplomáticos entre Estados Unidos e Irã, em um conflito que se estende por quase seis meses, conforme reportado pela ABEGÁS, citando o Valor Online.
O West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, também registrou alta, cotado a US$ 84,50 na segunda e a US$ 84,84 hoje. A pressão sobre os preços é intensificada por novos ataques israelenses ao Líbano e pela postura do presidente dos EUA, Donald Trump, que ameaçou Omã caso o país interfira na guerra contra o Irã, especialmente no que tange ao Estreito de Ormuz, e descartou pressa na resolução do conflito.
Este cenário eleva o prêmio de risco geopolítico, beneficiando produtores de petróleo e gás, como a Petrobras, que veem suas receitas aumentarem, e governos, com maior arrecadação de royalties e impostos. Em contrapartida, refinarias, distribuidoras de combustíveis e indústrias petroquímicas enfrentam custos mais elevados de matéria-prima. No Brasil, geradores termelétricos a óleo e gás podem ter seus Custos Variáveis Unitários (CVU) pressionados, com potencial impacto no Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) e, a médio prazo, nos custos de energia para o Ambiente de Contratação Livre (ACL) e Regulada (ACR).
A superação dos US$ 90 pelo Brent não é um evento isolado, mas a continuidade de uma tendência de alta observada desde julho de 2026, quando o preço já havia ultrapassado US$ 91 e chegou a US$ 100 após ataques a petroleiros sauditas, conforme o acervo do Radar Energia. A Agência Internacional de Energia (IEA) já alertava em julho que a escalada entre EUA e Irã comprometeria o superávit de petróleo projetado para 2027, e a crise já repercute no mercado europeu de gás natural, com altas consecutivas e temores de abastecimento para o inverno.
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