Setor elétrico propõe 7 compromissos e 50 ações para o próximo governo
Quinze associações do setor elétrico, reunidas na FASE, divulgaram uma agenda com 7 compromissos presidenciais e 50 propostas para o período de 2027 a 2030, incluindo 11 prioridades para os primeiros 100 dias do próximo governo. O documento, que visa transformar a energia elétrica em vetor de desenvolvimento, aborda temas como governança, segurança energética, transparência na conta de luz e modernização do licenciamento ambiental.
Quinze associações do setor elétrico, articuladas na Frente Ampla do Setor Elétrico (FASE), apresentaram uma agenda com 7 compromissos presidenciais e 50 propostas para o próximo ciclo de governo, entre 2027 e 2030. O documento, divulgado em 17 de agosto de 2026, detalha 11 prioridades para os primeiros 100 dias da nova gestão, buscando influenciar a política energética e regulatória do país.
A "Agenda FASE 2027-2030" foca em pilares como governança, segurança energética por atributo, transparência na conta de luz e eficiência no uso de renováveis, além de propor a modernização do licenciamento ambiental. As propostas buscam direcionar as prioridades do Ministério de Minas e Energia (MME) e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), aproveitando o momento inicial do novo mandato para impulsionar temas que exigem coordenação interministerial e regulatória.
Entre as prioridades, a FASE aborda a abertura do mercado livre de energia para consumidores de baixa tensão, que ocorrerá em etapas a partir de novembro de 2027 e 2028. A agenda também reforça a necessidade de um planejamento regulatório para o papel das distribuidoras como Supridor de Última Instância (SUI) até 2030, um ponto crucial para a saúde financeira do segmento e a alocação de custos em um mercado em transformação.
A revisão da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e do estoque de benefícios setoriais é outro ponto central, visando combater o "Custo Brasil" e buscar maior transparência na conta de luz. Com a CDE projetada em R$ 52,7 bilhões para 2026, e os subsídios à geração distribuída (GD) saltando de R$ 3,7 bilhões para R$ 6,9 bilhões no mesmo ano, a implementação dessas propostas tenderia a beneficiar os consumidores cativos, que hoje arcam com a maior parte desses encargos.
Para a segurança e eficiência energética, a FASE propõe a contratação por atributo e soluções para o *curtailment* (cortes forçados de geração), além da regulação do agente armazenador e a criação de produtos de resposta da demanda. Essa linha se alinha a discussões regulatórias em curso, como a consulta pública aberta pela Aneel em julho de 2026 para um leilão inédito de Sistemas de Armazenamento de Energia Elétrica (SAEs) com baterias, demonstrando o interesse em mecanismos que garantam a estabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN) diante da crescente inserção de fontes renováveis intermitentes.
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