Axia Energia, da Eletrobras, detalha R$ 14 bilhões em transmissão para 2026
A Axia Energia, controlada da Eletrobras e responsável por seus ativos de geração e transmissão, projeta investimentos de R$ 14 bilhões em 2026. Este valor faz parte de um plano maior, que prevê aportes totais entre R$ 12 bilhões e R$ 14 bilhões até 2027, com foco na expansão da transmissão e modernização de ativos para otimizar o escoamento de energia e aprimorar a confiabilidade do Sistema Interligado Nacional.
A Eletrobras (ELET3) comunicou ao mercado os detalhes de um plano de investimentos da Axia Energia, sua controlada responsável pelos ativos de geração e transmissão. A empresa projeta desembolsos de R$ 14 bilhões para 2026, parte de uma estratégia que prevê aportes totais entre R$ 12 bilhões e R$ 14 bilhões para o biênio 2026-2027. O foco é a expansão da infraestrutura de transmissão e a modernização de ativos de geração, para aumentar a confiabilidade e a segurança do Sistema Interligado Nacional (SIN).
Entre os projetos, a Axia Energia destinará R$ 5,2 bilhões para a construção de 18 novas linhas de transmissão, totalizando 1.900 km e abrangendo os estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Piauí e Pernambuco. As obras nessas linhas, com previsão de início em 2026 e conclusão em 2028, são cruciais para reduzir gargalos de escoamento, especialmente no Nordeste. Adicionalmente, R$ 6,09 bilhões serão aplicados até 2030 na modernização de 124 subestações, complementando a expansão da capacidade de transporte de energia.
A iniciativa da Axia Energia se alinha à nova metodologia tarifária da Tarifa de Uso do Sistema de Transmissão (TUST), aprovada pela ANEEL, que busca equilibrar a expansão da geração com a atração de cargas. A agência reguladora aprovou um aumento de 9,4% nas receitas das transmissoras para o ciclo 2026/2027, totalizando R$ 54,95 bilhões, com impacto médio de 1,1% para o consumidor final. Ao modular as tarifas para favorecer regiões com excesso de geração, como o Nordeste — onde o PLD está em R$ 118,87/MWh e a capacidade eólica e solar é significativa —, a ANEEL incentiva a migração de grandes consumidores para o Ambiente de Contratação Livre (ACL), potencializando o escoamento da energia gerada e contribuindo para a mitigação do PLD em submercados congestionados.
Os investimentos da Axia Energia, que incluem lotes arrematados em leilões de transmissão entre 2022 e 2024, integram um plano mais amplo de expansão do SIN. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) projetou, em julho deste ano, aportes de R$ 79,1 bilhões até 2032 para adicionar 20,5 mil km de linhas. A execução desses projetos, no entanto, dependerá da agilidade nos processos de licenciamento ambiental, como o da Linha de Transmissão 500 kV Morada Nova – Pacatuba (CE), cuja licença era esperada para o final de 2025. A regulamentação do Decreto 11.314/22, prevista para o fim de 2026, será um fator relevante para a dinâmica de futuros leilões e contratos de transmissão.
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