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Radar Energia
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IRENA lamenta intenção dos EUA de deixar agência e alerta para impacto em renováveis

A Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA) expressou pesar pela intenção dos Estados Unidos de se retirar da organização, conforme memorando presidencial. A decisão, parte de um movimento mais amplo de desengajamento de entidades internacionais, representa um impacto orçamentário significativo para a IRENA, que busca preencher a lacuna financeira e manter a cooperação global em energias limpas.

14 de agosto de 2026 às 12:19Fonte oficial: IRENARedação Radar Energia

A Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA) lamentou a intenção dos Estados Unidos de se retirar da organização e alertou para as consequências na cooperação global em energias renováveis. A decisão dos EUA, formalizada por um memorando presidencial assinado em janeiro pelo Presidente Donald Trump, abrange também outras 65 organizações internacionais e implica a cessação da participação e do financiamento do país, o que marca uma guinada em sua postura multilateral.

A saída norte-americana representa um desafio orçamentário considerável para a IRENA, já que os EUA eram responsáveis por uma contribuição estimada em 22% do financiamento principal da agência para 2026, totalizando quase US$ 5,7 milhões, conforme apuração do Radar Energia. O Diretor-Geral da IRENA, Francesco La Camera, afirmou que a agência pode “gerenciar” a situação e busca ativamente preencher essa lacuna financeira com o apoio de outros governos e do setor privado para manter suas operações.

A administração Trump justificou a retirada alegando que as instituições em questão são redundantes, mal administradas ou contrárias às prioridades nacionais do país, refletindo a postura de “América Primeiro” que prioriza interesses domésticos sobre o multilateralismo. Contudo, a Global Renewables Alliance alertou que, ao se afastar da cooperação internacional, os EUA correm o risco de perder empregos, investimentos e crescimento industrial, ressaltando que a transição energética representa a maior oportunidade econômica do século.

A decisão dos EUA estabelece um precedente de isolacionismo multilateral que pode fragilizar a coesão global em um momento crucial para a transição energética. A perda de um contribuinte financeiro e de um ator relevante como os EUA pode limitar a capacidade da IRENA de fornecer dados, análises e assistência técnica essenciais para o planejamento e a implementação de projetos de energias renováveis em escala global, o que pode desacelerar o ritmo da descarbonização e impactar a confiança no multilateralismo.

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