Senado aprova US$ 67 milhões para projetos de energia renovável no Nordeste, MG e ES
O Senado Federal aprovou a contratação de US$ 67 milhões para financiar projetos de energias renováveis no Nordeste, norte de Minas Gerais e Espírito Santo. Os recursos, do BID e CIF, serão operacionalizados pelo Banco do Nordeste para ampliar a capacidade de geração e modernizar a infraestrutura de rede, com a União atuando como garantidora.
O Senado Federal aprovou em 11 de agosto de 2026 a Mensagem (MSF) 5/2026, que autoriza a contratação de US$ 67 milhões para o “Programa de Integração de Energias Renováveis do Nordeste”. Os recursos serão direcionados a projetos de ampliação do uso de fontes limpas nas regiões Nordeste, norte de Minas Gerais e Espírito Santo, visando modernizar os sistemas de transmissão e distribuição e facilitar a inserção de fontes variáveis no Sistema Interligado Nacional (SIN), além de melhorar a eficiência e a qualidade do fornecimento de energia.
Os US$ 67 milhões são provenientes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Climate Investment Funds (CIF), com cada instituição contribuindo com US$ 33,5 milhões. O Banco do Nordeste (BNB) atuará como agente financeiro, responsável pela contratação da operação e pelo repasse dos fundos a empresas privadas das regiões abrangidas, enquanto a União será a garantidora do crédito. Os desembolsos estão previstos para ocorrer ao longo de quatro anos, com US$ 6,7 milhões em 2026, US$ 20,1 milhões em 2027, US$ 26,8 milhões em 2028 e US$ 13,4 milhões em 2030, sob condições de carência de 96 meses e prazo de amortização de 20 anos.
Este financiamento é crucial para o desenvolvimento de novos projetos de geração renovável e para a mitigação de gargalos de rede, especialmente no Nordeste, onde a alta penetração de eólica e solar exige constante aprimoramento da transmissão e distribuição. Ao facilitar a inserção de fontes variáveis no SIN, a iniciativa pode reduzir o risco de curtailment e garantir a segurança operacional do sistema. A União, como garantidora, assume um custo financeiro estimado pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN) em 5,59% ao ano para o empréstimo do BID e 1,33% ao ano para o do CIF.
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