ISA Energia Brasil conclui Projeto Piraquê com 16 meses de antecedência e libera RAP integral
A ISA Energia Brasil finalizou o Projeto Piraquê, um megaprojeto de transmissão de R$ 3,85 bilhões que adiciona cerca de 1.000 km de linhas e 2.250 MVA ao SIN, antecipando em 16 meses o prazo da ANEEL e garantindo o recebimento integral da Receita Anual Permitida (RAP). A infraestrutura reforça o escoamento de energia renovável do Norte de Minas Gerais para os grandes centros de consumo do Sudeste, elevando a confiabilidade do sistema e mitigando gargalos históricos na interligação Nordeste-Sudeste.
A ISA Energia Brasil concluiu a operação comercial integral do Projeto Piraquê, um empreendimento de transmissão avaliado em R$ 3,85 bilhões, com uma antecipação de 16 meses em relação ao prazo original estabelecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). A finalização do projeto, que adiciona aproximadamente 1.000 quilômetros de linhas e 2.250 MVA de capacidade de transformação ao Sistema Interligado Nacional (SIN), libera o recebimento integral da Receita Anual Permitida (RAP) pela concessionária.
A energização completa do Bloco 3, ocorrida em 11 de junho de 2026, marcou o fim da construção do megaprojeto, originalmente previsto para setembro de 2027. Os blocos anteriores também foram entregues antes do cronograma: o Bloco 1 em novembro de 2025, com 22 meses de antecedência, e o Bloco 2 em março de 2026, 17 meses antes. A antecipação na entrega, uma tendência observada em projetos de transmissão recentes, demonstra a eficiência na execução e gera benefícios para o sistema elétrico nacional.
O Projeto Piraquê abrange a construção de sete linhas de transmissão de 500 kV e uma de 345 kV, além de duas novas subestações (Janaúba 6 e Capelinha 3) e a ampliação de outras seis já existentes. Esta expansão robustece a infraestrutura entre Minas Gerais e Espírito Santo, com o objetivo primordial de ampliar o escoamento da crescente geração de energia por fontes renováveis no Norte de Minas Gerais para os grandes centros de consumo do Sudeste, garantindo maior estabilidade ao SIN.
A conclusão do empreendimento é estratégica para mitigar tensões operacionais críticas no SIN, especialmente em cenários de elevadas trocas de energia entre as regiões Nordeste e Sudeste. Historicamente, a limitação da infraestrutura de transmissão tem sido um gargalo para o pleno aproveitamento da energia renovável, resultando em perdas e na necessidade de despacho de térmicas mais onerosas. O Piraquê reduz esses riscos de falhas e contribui diretamente para a segurança energética.
Com a emissão dos Termos de Liberação Definitivo (TLD) pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a ISA Energia Brasil passa a receber 100% da RAP do empreendimento. Para o ciclo tarifário 2025/2026, a RAP do Piraquê está fixada em R$ 343,1 milhões, valor que compõe a Tarifa de Uso do Sistema de Transmissão (TUST) e é repassado aos consumidores finais. O investimento total foi de R$ 3,85 bilhões.
No mercado, a maior capacidade de escoamento de energia renovável, como a eólica e a solar, tem potencial para impactar positivamente o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), ao reduzir a necessidade de despacho de usinas térmicas. Isso pode aliviar custos e encargos para o setor e o consumidor.
Concebido como um empreendimento *greenfield*, o Projeto Piraquê visava suprir demandas de infraestrutura para o crescimento da geração, especialmente eólica e solar, no Nordeste e Norte de Minas Gerais, reforçando a interligação do SIN. O contrato de concessão do projeto prevê uma vigência de 30 anos.
Geradores de energia renovável no Norte de Minas Gerais são os principais beneficiados pela ampliação da capacidade de escoamento, vendo seus projetos ganharem maior viabilidade e acesso ao mercado. Consumidores do Sudeste e de todo o SIN, por sua vez, ganham com a maior confiabilidade do sistema e a potencial oferta de energia mais competitiva, fruto da integração de fontes de menor custo marginal e da redução de constrangimentos operacionais.
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