ONS altera limites de fluxo na interligação Sudeste com novas LTs
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) publicou uma Mensagem Operativa que redefine os limites de fluxo em interligações críticas do Sudeste, incorporando a entrada em operação de novas Linhas de Transmissão e ajustando parâmetros operacionais. A medida, em vigor desde 26 de julho, visa otimizar o escoamento de energia e a segurança do Sistema Interligado Nacional (SIN).
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) implementou, por meio da Mensagem Operativa MOP/ONS 255-S/2026, alterações nas Instruções de Operação IO-ON.SE.5SE, IO-ON.SE.4SP e IO-OI.SE.ASS, com vigência desde 26 de julho de 2026. As mudanças incorporam a entrada em operação das Linhas de Transmissão (LT) 525 kV Assis / Ponta Grossa C1 e C2, na área elétrica Sul/Sudeste, e redefinem limites de fluxo em pontos estratégicos da interligação.
Para a LT 440 kV Araraquara 2 / Araraquara C1 + C2 + C3, os limites de fluxo foram redefinidos, variando de 3.300 MW a 3.800 MW conforme o Fluxo de Base da Transmissão de Araraquara (FBTA) e outros parâmetros operacionais. A MOP estabelece, por exemplo, um limite de 3.300 MW para FBTA entre 2.700 MW e 2.800 MW, de 3.400 MW para FBTA acima de 2.800 MW, e elevando para 3.800 MW quando o FBTA supera 3.300 MW. Além disso, a Mensagem Operativa detalha uma redução de 0,20 MW nos limites para cada MW que a Geração Programada de Curto Prazo (GPC) verificada exceda 3.200 MW.
A MOP/ONS 255-S/2026 também estabelece novos limites de fluxo para a LT 500 kV Estreito / Fernão Dias C1 + C2, determinados pela estabilidade de tensão e contingências duplas. Para FBTA menor ou igual a 1.700 MW, o limite é independente da Carga SIN e dos fluxos nos Bipolos Madeira e Xingu. Contudo, para FBTA entre 1.700 MW e 2.100 MW, os limites variam de 1.950 MW a 2.200 MW, e para FBTA acima de 3.100 MW, os limites são de 1.600 MW ou 2.000 MW, ambos dependendo da Carga SIN e dos fluxos nos Bipolos. As novas diretrizes foram aplicadas imediatamente, sem regras de transição.
A otimização da capacidade de transmissão na interligação Sudeste, com a entrada de novas LTs, tende a reduzir a segregação de preços entre os submercados, especialmente entre Sul e Sudeste, ao permitir um fluxo mais eficiente de energia. Isso pode levar a uma menor volatilidade do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) nos submercados afetados, e tem potencial para reduzir os custos de operação do sistema e, consequentemente, os encargos setoriais. A maior capacidade de escoamento também mitiga o risco de *curtailment* de geração, especialmente de fontes renováveis, garantindo o despacho de sua energia e reduzindo perdas por *constrained-off*.
Tags
Comentários (0)
Seja o primeiro a comentar.
Receba o essencial do setor de energia
Os principais fatos que afetam preço, regulação, geração e combustíveis — todo dia ao meio-dia, no seu e-mail.
Como esta matéria foi produzida: apurada a partir da fonte oficial citada e de documentos primários, com verificação de números, datas e prazos antes da publicação, seguindo a nossa Política Editorial — que inclui o uso de tecnologia própria na apuração. Viu algo a corrigir? Fale com a redação.