Petrobras reduz QAV em 14,5% a partir de 1º de julho e mantém cautela sobre gasolina
A Petrobras implementou uma redução de 14,5% no preço médio de venda do Querosene de Aviação (QAV) para as distribuidoras, com vigência a partir de 1º de julho de 2026. O ajuste representa uma diminuição de R$ 0,81 por litro. Para a gasolina, a presidente Magda Chambriard indicou que o combustível deve acompanhar a tendência de queda dos preços internacionais, mas classificou qualquer decisão de corte imediato como "prematura".
A Petrobras reduziu os preços do Querosene de Aviação (QAV), com uma redução de 14,5% no preço médio de venda para as distribuidoras. O ajuste, que entrou em vigor em 1º de julho de 2026, representa uma diminuição de R$ 0,81 por litro, posicionando o preço do QAV nas refinarias da estatal entre R$ 4,67 e R$ 4,93 por litro, variando conforme o ponto de venda.
Esta é a segunda queda consecutiva para o combustível de aviação, seguindo uma redução de 14,2% (R$ 0,93 por litro) em junho de 2026. O movimento reverte parcialmente o aumento de 18% implementado em maio do mesmo ano.
A redução impacta diretamente os custos operacionais das companhias aéreas, visto que o combustível representa cerca de 45% das despesas totais. O alívio da pressão sobre os custos pode, eventualmente, ser refletido nos preços das passagens aéreas, beneficiando o consumidor final.
Para a gasolina, contudo, a Petrobras não anunciou uma redução imediata. A presidente da companhia, Magda Chambriard, indicou que o combustível deve acompanhar a tendência de queda dos preços internacionais, mas ressaltou que um corte neste momento seria "prematuro". A estatal busca equilibrar a oferta de produtos acessíveis ao consumidor e a preservação de sua participação de mercado.
A política de preços da Petrobras para o QAV e outros combustíveis leva em conta o Preço de Paridade de Importação (PPI) do QAV no Golfo do México (EUA), as variações cambiais, os custos de frete marítimo e o Adicional ao Frete para a Renovação da Marinha Mercante (AFRMM).
O último reajuste da gasolina A ocorreu em 29 de maio de 2026. Na ocasião, uma subvenção econômica do governo federal, de R$ 0,44 por litro, atenuou o repasse integral do aumento ao consumidor. Essa subvenção foi instituída pela Medida Provisória nº 1.358, de 13 de maio de 2026, pelo Decreto nº 12.984 e pela Portaria MF nº 1.496, de 25 de maio de 2026.
A sinalização da Petrobras sobre a gasolina ocorre em meio a debates sobre a política comercial da estatal e as diretrizes governamentais. O governo federal avalia a retirada gradual dos subsídios concedidos a empresas produtoras e importadoras de combustíveis. Caso essa retirada se concretize sem que a Petrobras absorva a diferença, a pressão de alta nos preços ao consumidor pode ser significativa, mesmo com a tendência de queda dos preços internacionais.
A postura cautelosa da Petrobras reflete a complexidade da gestão de preços de combustíveis em um cenário de volatilidade internacional e pressões domésticas. A empresa busca evitar repasses bruscos da volatilidade diária, ao mesmo tempo em que tenta manter a competitividade de seus produtos no mercado nacional, onde operam distribuidoras como Ultrapar (UGPA3) e Cosan (CSAN3).
A decisão de reduzir o QAV em 14,5% segue a prática de atualização mensal da Petrobras, realizada no primeiro dia de cada mês, conforme previsto em contratos com as distribuidoras. Para a gasolina, a ausência de uma data definida para um possível corte mantém o mercado em expectativa, à espera da consolidação da tendência de queda nos mercados globais e da avaliação da companhia sobre o momento ideal para o repasse.
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