Produção de petróleo e gás no Brasil fica estável em maio, mas cresce forte no ano
A produção brasileira de petróleo e gás natural em maio de 2026 manteve-se estável em 5,597 milhões de boe/d frente a abril, mas registrou alta robusta na comparação anual. O pré-sal consolidou sua hegemonia, respondendo por 80,5% do volume total, conforme dados divulgados pela ANP.
A produção brasileira de petróleo e gás natural em maio de 2026 atingiu 5,597 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), mantendo-se estável em relação a abril, mas com crescimento anual expressivo. Na comparação com maio de 2025, o volume de petróleo aumentou 16,9% e o de gás natural, 19,6%, consolidando a capacidade produtiva do país, conforme o boletim mensal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
O pré-sal manteve-se como o principal motor da produção nacional, respondendo por 80,5% do total, com 4,503 milhões de boe/d. A produção de petróleo bruto atingiu 4,301 milhões de barris por dia (bbl/d) e a de gás natural somou 206,06 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d). A maior parte dessa produção provém de campos marítimos, que contribuíram com 98,1% do petróleo e 88,9% do gás.
A Petrobras, atuando sozinha ou em consórcio, operou 87,78% da produção total do país em maio. O campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, manteve a liderança na produção de petróleo, com 893,37 mil bbl/d, enquanto Mero foi o maior produtor de gás natural, com 47,20 milhões de m³/d. O aproveitamento do gás natural produzido atingiu 97,2%, com 60,83 milhões de m³/d efetivamente disponibilizados ao mercado.
A estabilidade mensal, combinada com o forte avanço anual, reforça a segurança energética do Brasil e a robustez da oferta de longo prazo, fatores que influenciam a percepção de risco e o planejamento de investimentos no setor. Embora os dados de maio não impactem diretamente as tarifas, a Petrobras anunciou recentemente uma nova fórmula de precificação do gás natural para distribuidoras, prevendo um reajuste de 6% em agosto, abaixo dos 22% anteriormente projetados.
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