Carga SIN85.243 MW 1,62%PLD MédioR$ 109,03/MWh 6,17%PLD SE/COR$ 109,04/MWh 6,28%PLD SulR$ 109,03/MWh 6,28%PLD NER$ 109,03/MWh 5,97%PLD NorteR$ 109,04/MWh 6,15%EAR SIN66,3% 0,45%EAR SE/CO60,1% 0,33%EAR Sul84,2% 0,00%EAR NE78,4% 0,25%EAR Norte85,3% 0,35%ENA SIN121% MLT 1,63%ENA SE/CO96% MLT 1,03%ENA Sul208% MLT 0,95%ENA NE65% MLT 0,00%ENA Norte65% MLT 1,52%Carga SIN85.243 MW 1,62%PLD MédioR$ 109,03/MWh 6,17%PLD SE/COR$ 109,04/MWh 6,28%PLD SulR$ 109,03/MWh 6,28%PLD NER$ 109,03/MWh 5,97%PLD NorteR$ 109,04/MWh 6,15%EAR SIN66,3% 0,45%EAR SE/CO60,1% 0,33%EAR Sul84,2% 0,00%EAR NE78,4% 0,25%EAR Norte85,3% 0,35%ENA SIN121% MLT 1,63%ENA SE/CO96% MLT 1,03%ENA Sul208% MLT 0,95%ENA NE65% MLT 0,00%ENA Norte65% MLT 1,52%
Hidráulica44.099 MW(50%) 0,12%Térmica12.011 MW(14%) 15,09%Eólica14.426 MW(16%) 12,47%Solar15.414 MW(18%) 8,11%Nuclear2.004 MW(2%) 0,00%Hidráulica44.099 MW(50%) 0,12%Térmica12.011 MW(14%) 15,09%Eólica14.426 MW(16%) 12,47%Solar15.414 MW(18%) 8,11%Nuclear2.004 MW(2%) 0,00%Hidráulica44.099 MW(50%) 0,12%Térmica12.011 MW(14%) 15,09%Eólica14.426 MW(16%) 12,47%Solar15.414 MW(18%) 8,11%Nuclear2.004 MW(2%) 0,00%
PETR4R$ 44,30 2,76%PETR3R$ 49,34 2,49%PRIO3R$ 62,85 2,15%RECV3R$ 10,51 0,86%VBBR3R$ 34,61 2,26%UGPA3R$ 34,58 1,89%RAIZ4R$ 0,24 9,09%CSAN3R$ 3,64 7,37%EGIE3R$ 27,63 0,22%CMIG4R$ 10,04 1,28%CPFE3R$ 42,32 0,07%EQTL3R$ 35,77 2,70%ENGI11R$ 44,76 1,06%NEOE3R$ 33,80 0,00%AURE3R$ 10,23 1,29%ENEV3R$ 25,36 1,04%TAEE11R$ 37,57 1,08%ALUP11R$ 32,13 2,32%LIGT3R$ 3,22 4,55%PETR4R$ 44,30 2,76%PETR3R$ 49,34 2,49%PRIO3R$ 62,85 2,15%RECV3R$ 10,51 0,86%VBBR3R$ 34,61 2,26%UGPA3R$ 34,58 1,89%RAIZ4R$ 0,24 9,09%CSAN3R$ 3,64 7,37%EGIE3R$ 27,63 0,22%CMIG4R$ 10,04 1,28%CPFE3R$ 42,32 0,07%EQTL3R$ 35,77 2,70%ENGI11R$ 44,76 1,06%NEOE3R$ 33,80 0,00%AURE3R$ 10,23 1,29%ENEV3R$ 25,36 1,04%TAEE11R$ 37,57 1,08%ALUP11R$ 32,13 2,32%LIGT3R$ 3,22 4,55%
BrentUS$ 94,39 0,00%WTIUS$ 87,06 0,00%Gás NaturalUS$ 2,81 1,37%DólarR$ 5,14 0,77%BrentUS$ 94,39 0,00%WTIUS$ 87,06 0,00%Gás NaturalUS$ 2,81 1,37%DólarR$ 5,14 0,77%BrentUS$ 94,39 0,00%WTIUS$ 87,06 0,00%Gás NaturalUS$ 2,81 1,37%DólarR$ 5,14 0,77%
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Radar Energia
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Restrições de renováveis no Nordeste superam 8,7 GW em dia de reservatórios cheios, aponta ONS

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) registrou 8.770 MW em restrições de geração renovável apenas no Nordeste no dia 9 de julho, conforme seu Informativo Preliminar Diário da Operação (IPDO). O número sublinha os crescentes desafios de integração de fontes intermitentes, mesmo com o Sistema Interligado Nacional (SIN) operando com reservatórios confortáveis, em 71,6% da Energia Armazenada (EAR). O cenário de excedentes e a gestão da rede seguem no centro do debate regulatório, com a ANEEL e o próprio ONS buscando soluções para o "constrained-off" e a alocação de seus custos.

10 de julho de 2026 às 10:24Fonte oficial: ONSRedação Radar Energia

O Sistema Interligado Nacional (SIN) operou no dia 9 de julho de 2026 com uma carga global de 78.888 MWméd, segundo dados do Informativo Preliminar Diário da Operação (IPDO) divulgado pelo ONS. A operação foi marcada por um elevado volume de restrições de geração renovável, especialmente no Nordeste, onde o "constrained-off" atingiu 8.770 MW, um dado que acende o alerta sobre a capacidade de absorção da rede diante da expansão das eólicas e solares.

Apesar das restrições, o país mantém seus reservatórios em patamares robustos, com a EAR do SIN em 71,6%. As bacias do Sul (81,1%), Nordeste (88,2%) e Norte (92,7%) exibem níveis ainda mais elevados, enquanto o Sudeste/Centro-Oeste registra 64,9%. A Energia Natural Afluente (ENA) também se mostra favorável na média do SIN, em 127% da Média de Longo Termo (MLT), impulsionada principalmente pelo Sul, que alcançou 284% da MLT.

A matriz de geração no dia 9 de julho refletiu essa abundância hídrica, com as hidrelétricas respondendo por 52% da oferta. As fontes renováveis intermitentes, eólica e solar, somaram 19% e 14% respectivamente, enquanto as térmicas contribuíram com 13% e a nuclear com 3%. O PLD no Nordeste, Sudeste/Centro-Oeste e Sul está hoje em R$ 132,75/MWh, com o Norte em R$ 132,76/MWh, valores que refletem a oferta confortável e o baixo custo marginal de operação.

As restrições de geração renovável, no entanto, não se limitaram ao Nordeste. O ONS reportou 210 MW no Sul, 1.018 MW no Sudeste/Centro-Oeste e 140 MW no Norte, todas atribuídas a controle de frequência e inequações regionais. Esse cenário de "constrained-off" crescente tem levado a ANEEL a aprovar, em 2 de junho, novas regras para o tratamento de usinas fotovoltaicas, buscando definir a classificação desses eventos e, consequentemente, a alocação de seus custos.

Para lidar com os excedentes, o ONS tem em curso um "Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição", que prevê a redução temporária da produção em usinas de pequeno porte conectadas à distribuição. A medida visa gerenciar a crescente inserção de renováveis e mitigar os impactos operacionais e econômicos, que podem se traduzir em custos socializados via tarifas e encargos, onerando o consumidor.

A gestão do despacho hidráulico também apresentou particularidades. No Sul, a geração foi inferior ao programado devido à eólica superior ao previsto. Já no Nordeste, a geração hidráulica foi superior para controle de nível na cascata do Rio São Francisco, enquanto no Norte, o aumento visou a manutenção de margem nas usinas sob regulação do CAG. Essas decisões operacionais, que buscam equilibrar a segurança do sistema e o uso otimizado dos recursos, são moldadas por diretrizes do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) e do Ministério de Minas e Energia (MME).

A complexa governança do setor elétrico, que envolve ONS, ANEEL, CMSE e CCEE, se manifesta também em outras frentes. Em 8 de julho, o CMSE estabeleceu um procedimento padronizado para autorizar o despacho de usinas por garantia de suprimento, exigindo estudos técnicos detalhados do ONS e análises econômico-financeiras da CCEE, com o objetivo de aumentar a transparência e otimizar a alocação de custos.

Adicionalmente, a ANEEL aprovou a Resolução Normativa (REN) nº 1.157/2026, que cria um mecanismo voluntário para rescisão amigável de Contratos de Uso do Sistema de Transmissão (CUSTs) de empreendimentos de geração que não iniciaram obras. O ONS já recebeu 223 solicitações, totalizando 11,5 GW, sendo 9,3 GW de projetos solares. A medida busca "limpar" o pipeline de projetos inviáveis e reduzir encargos futuros associados à capacidade de transmissão não utilizada, o que pode aliviar a pressão sobre a rede e, a longo prazo, mitigar as restrições operacionais.

A dinâmica do mercado de curto prazo é balizada pelos limites do PLD, publicados pela ANEEL em 23 de dezembro de 2025 para vigência em 2026. O PLD mínimo foi fixado em R$ 57,31/MWh, o máximo estrutural em R$ 785,27/MWh e o máximo horário em R$ 1.611,04/MWh. A Tarifa de Energia de Otimização (TEO) está em R$ 18,27/MWh e a Tarifa de Serviços Ancilares (TSA) em R$ 10,41/Mvar-h, parâmetros que influenciam diretamente a precificação e as estratégias de comercialização dos agentes do Mercado Livre de Energia.

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