Carga SIN84.111 MW 0,32%PLD MédioR$ 73,1/MWh 18,27%PLD SE/COR$ 74,34/MWh 16,99%PLD SulR$ 69,39/MWh 22,10%PLD NER$ 74,33/MWh 17,01%PLD NorteR$ 74,34/MWh 16,99%EAR SIN62,6% 0,16%EAR SE/CO57,5% 0,00%EAR Sul80,7% 0,00%EAR NE71,6% 0,28%EAR Norte76,3% 0,26%ENA SIN153% MLT 0,66%ENA SE/CO136% MLT 2,26%ENA Sul257% MLT 1,53%ENA NE67% MLT 1,52%ENA Norte56% MLT 1,75%Carga SIN84.111 MW 0,32%PLD MédioR$ 73,1/MWh 18,27%PLD SE/COR$ 74,34/MWh 16,99%PLD SulR$ 69,39/MWh 22,10%PLD NER$ 74,33/MWh 17,01%PLD NorteR$ 74,34/MWh 16,99%EAR SIN62,6% 0,16%EAR SE/CO57,5% 0,00%EAR Sul80,7% 0,00%EAR NE71,6% 0,28%EAR Norte76,3% 0,26%ENA SIN153% MLT 0,66%ENA SE/CO136% MLT 2,26%ENA Sul257% MLT 1,53%ENA NE67% MLT 1,52%ENA Norte56% MLT 1,75%
Hidráulica42.727 MW(51%) 1,72%Térmica8.969 MW(11%) 3,62%Eólica17.253 MW(21%) 4,68%Solar13.202 MW(16%) 5,40%Nuclear1.960 MW(2%) 2,29%Hidráulica42.727 MW(51%) 1,72%Térmica8.969 MW(11%) 3,62%Eólica17.253 MW(21%) 4,68%Solar13.202 MW(16%) 5,40%Nuclear1.960 MW(2%) 2,29%Hidráulica42.727 MW(51%) 1,72%Térmica8.969 MW(11%) 3,62%Eólica17.253 MW(21%) 4,68%Solar13.202 MW(16%) 5,40%Nuclear1.960 MW(2%) 2,29%
PETR4R$ 48,50 0,31%PETR3R$ 53,41 0,78%PRIO3R$ 63,24 1,05%RECV3R$ 11,02 0,18%VBBR3R$ 39,64 1,48%UGPA3R$ 39,13 0,51%RAIZ4R$ 0,26 7,14%CSAN3R$ 3,65 0,00%EGIE3R$ 30,39 0,85%CMIG4R$ 11,21 1,15%CPFE3R$ 45,45 0,69%EQTL3R$ 39,57 0,03%ENGI11R$ 52,08 0,25%NEOE3R$ 33,80 0,00%AURE3R$ 12,35 5,83%ENEV3R$ 27,13 0,48%TAEE11R$ 41,91 2,10%ALUP11R$ 32,70 0,82%LIGT3R$ 3,62 0,00%PETR4R$ 48,50 0,31%PETR3R$ 53,41 0,78%PRIO3R$ 63,24 1,05%RECV3R$ 11,02 0,18%VBBR3R$ 39,64 1,48%UGPA3R$ 39,13 0,51%RAIZ4R$ 0,26 7,14%CSAN3R$ 3,65 0,00%EGIE3R$ 30,39 0,85%CMIG4R$ 11,21 1,15%CPFE3R$ 45,45 0,69%EQTL3R$ 39,57 0,03%ENGI11R$ 52,08 0,25%NEOE3R$ 33,80 0,00%AURE3R$ 12,35 5,83%ENEV3R$ 27,13 0,48%TAEE11R$ 41,91 2,10%ALUP11R$ 32,70 0,82%LIGT3R$ 3,62 0,00%
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Revisão do GHG Protocol preocupa Vale com exigência de renováveis em tempo real

A mineradora Vale manifestou preocupação com a proposta de revisão do GHG Protocol, o padrão global para contabilização de emissões corporativas. A mudança pode instituir a contabilização horária da geração e consumo de eletricidade renovável, impactando o reconhecimento de seus investimentos em descarbonização. Essa evolução nos padrões globais de sustentabilidade busca maior precisão nas alegações de energia limpa e visa combater o "greenwashing".

19 de junho de 2026 às 19:05Fonte oficial: AgenciaeixosRedação Radar Energia

A mineradora Vale, uma das maiores do mundo, expressou preocupação com a potencial revisão do GHG Protocol, o padrão global para contabilização de emissões corporativas. A mudança em discussão pode exigir que as empresas passem a contabilizar a geração e o consumo de eletricidade renovável em base horária, e não mais anualmente. Essa alteração impactaria substancialmente o reconhecimento de seus esforços e investimentos em descarbonização.

A proposta, impulsionada pelo World Resources Institute (WRI) e pelo World Business Council for Sustainable Development (WBCSD), busca maior granularidade e precisão nas alegações de energia renovável. O objetivo é alinhar a contabilidade de emissões à realidade da geração e consumo. Essa evolução do GHG Protocol, que atualizou sua orientação de Escopo 2 em 2015 com métodos baseados em localização e mercado, visa coibir o "greenwashing" e atender à crescente demanda por energia livre de carbono 24 horas por dia, sete dias por semana.

Para a Vale, que possui metas ambiciosas de descarbonização e um portfólio robusto de energia renovável contratada e autoproduzida, a exigência de "time-matching" (casamento horário entre geração e consumo) pode desvalorizar investimentos passados. A metodologia atual, que permite o "match" anual, é a base para a elegibilidade de Certificados de Energia Renovável (I-RECs), que também seriam impactados pela mudança.

O Brasil, com sua matriz elétrica predominantemente renovável – acima de 80% –, já confere uma vantagem natural em termos de baixa intensidade de carbono na geração. Contudo, mesmo para grandes consumidores intensivos como a Vale, que busca ser 100% abastecida por energia renovável no país até 2025, a nova regra pode impor desafios operacionais e financeiros consideráveis.

A revisão em debate foca no "GHG Protocol Corporate Standard" e, especificamente, no "Scope 2 Guidance", que trata das emissões indiretas da eletricidade adquirida. Embora seja um padrão voluntário, sua adoção global o estabeleceu como um marco de fato para relatórios de sustentabilidade e para o reconhecimento de esforços de descarbonização por investidores e pelo mercado em geral.

A adaptação à contabilização horária pode exigir da Vale e de outras grandes empresas investimentos adicionais em soluções de armazenamento de energia, como baterias, ou a renegociação de Contratos de Compra e Venda de Energia (PPAs) para garantir o "match" em cada hora. Essa mudança aumentaria a complexidade e os custos de seus programas de sustentabilidade, mesmo com a abertura do mercado livre de energia para todos os consumidores de alta tensão a partir de 2024, que movimenta volumes significativos de renováveis.

A iniciativa 24/7 Carbon-Free Energy (CFE), já liderada por empresas de tecnologia como Google e Microsoft, que buscam igualar o consumo de eletricidade com a geração renovável em todas as horas e locais de operação, serve como um precedente. Essa abordagem voluntária de vanguarda sinaliza a direção que o GHG Protocol pode tomar, alinhando-se às melhores práticas globais de descarbonização e transparência, embora com custos e exigências técnicas mais elevadas.

A medida visa, em última instância, aumentar a credibilidade das metas de descarbonização corporativas, garantindo que as empresas realmente contribuam para a descarbonização da rede elétrica em todos os momentos, e não apenas em um balanço anual. Contudo, o desafio reside em como implementar essa granularidade sem penalizar excessivamente os esforços já realizados e os investimentos em curso.

O WRI e o WBCSD estão conduzindo um processo de consulta pública e grupos de trabalho para a revisão do GHG Protocol, com a proposta de "time-matching" sendo um ponto central de debate. Não há um prazo final definido para a publicação da nova orientação, mas a expectativa é que ocorra nos próximos anos. Isso exigirá que empresas e o mercado de I-RECs acompanhem de perto as decisões e se adaptem às novas exigências de granularidade para manter a validade de suas alegações de sustentabilidade.

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