Unica reafirma apoio ao E32 e destaca testes após aprovação do CNPE
A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA) se posicionou em apoio à aprovação do E32 pelo CNPE, que eleva o teor de etanol anidro na gasolina para 32% e elimina a tolerância na fiscalização. A entidade reforça que estudos técnicos do Instituto Mauá de Tecnologia atestam a viabilidade da nova mistura sem impactos negativos para a frota nacional.

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA) se posicionou nesta quinta-feira (17/7) em apoio à aprovação do E32 pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que eleva o teor nominal de etanol anidro na gasolina para 32% e elimina a tolerância de 2 pontos percentuais na fiscalização. Em comunicado, a entidade reforçou que os estudos técnicos do Instituto Mauá de Tecnologia, coordenados pelo Ministério de Minas e Energia (MME), atestam a viabilidade da nova mistura sem impactos negativos para a frota.
Os ensaios, que embasaram a decisão do CNPE em 14 de julho, contemplaram uma amostra representativa da frota brasileira, incluindo 16 veículos leves e 13 motocicletas fabricados entre 1994 e 2024, com foco em modelos exclusivamente a gasolina. A UNICA desmente a afirmação de que o E32 não foi testado, garantindo que os resultados não indicaram impactos em desempenho, dirigibilidade, partida a frio, consumo ou emissões, mesmo nos veículos mais antigos avaliados.
A medida representa um avanço estratégico para a descarbonização da matriz de transportes e a segurança energética nacional, impulsionando a demanda por etanol anidro. Segundo estimativas da UNICA e análises de mercado, a elevação da mistura para E32 pode gerar um aumento na demanda de cerca de 1 bilhão de litros por ano, fortalecendo o mercado de CBIOs no âmbito do Programa Combustível do Futuro e influenciando o mix de produção das usinas.
Com a eliminação da tolerância na fiscalização, distribuidores e postos de combustíveis deverão se adequar imediatamente para garantir o teor nominal de 32% de etanol anidro. O comunicado da UNICA, no entanto, não detalha as datas exatas de início e término do período de vigência temporário da medida, nem informações sobre regras de transição ou custos específicos de adaptação para os agentes do mercado.
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