Brasil: 90% de energia limpa, mas subsídios e rede elétrica desafiam transição energéticaBrasil sanciona marco legal do hidrogênio de baixa emissão e cria incentivos para o setorCCEE divulga variação mensal de garantias financeiras de CCEARs (energia_eletrica)CCEE divulga relatório do MVE de maio e detalha sanções a inadimplentesCCEE divulga pré-liquidação do MCSD Parcela 3 para abril de 2026 (Mercado)CCEE divulga limites de compra para rodada de junho do Mecanismo de Venda de ExcedentesCCEE divulga resultados de Resposta da Demanda para encargos (Energia Elétrica)CCEE divulga resultados preliminares de penalidades por insuficiência de lastro para abril de 2026CCEE desativa Sinercom em agosto de 2026 e estabelece novo acesso a dados históricosCCEE divulga pré-liquidação da Energia de Reserva de maio de 2026CCEE divulga dados contabilizados da Resposta da Demanda de abril de 2026EPE Lança Anuário Estatístico de Energia Elétrica com Detalhes do Consumo NacionalCCEE divulga pré-liquidação de penalidades do mercado de energia de maio de 2026CCEE divulga resultados da apuração de cotas de Garantia Física para maio de 2026Brasil: 90% de energia limpa, mas subsídios e rede elétrica desafiam transição energéticaBrasil sanciona marco legal do hidrogênio de baixa emissão e cria incentivos para o setorCCEE divulga variação mensal de garantias financeiras de CCEARs (energia_eletrica)CCEE divulga relatório do MVE de maio e detalha sanções a inadimplentesCCEE divulga pré-liquidação do MCSD Parcela 3 para abril de 2026 (Mercado)CCEE divulga limites de compra para rodada de junho do Mecanismo de Venda de ExcedentesCCEE divulga resultados de Resposta da Demanda para encargos (Energia Elétrica)CCEE divulga resultados preliminares de penalidades por insuficiência de lastro para abril de 2026CCEE desativa Sinercom em agosto de 2026 e estabelece novo acesso a dados históricosCCEE divulga pré-liquidação da Energia de Reserva de maio de 2026CCEE divulga dados contabilizados da Resposta da Demanda de abril de 2026EPE Lança Anuário Estatístico de Energia Elétrica com Detalhes do Consumo NacionalCCEE divulga pré-liquidação de penalidades do mercado de energia de maio de 2026CCEE divulga resultados da apuração de cotas de Garantia Física para maio de 2026
Radar Energia
AnáliseRegulação

ABSOLAR e MME debatem inclusão do armazenamento de energia elétrica no REIDI

A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) e o Ministério de Minas e Energia (MME) discutiram a regulamentação do armazenamento de energia elétrica no Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (REIDI). O objetivo é alinhar as normas infralegais à Lei nº 15.269/2025 e às exigências da Reforma Tributária, garantindo segurança jurídica e viabilizando investimentos em projetos de armazenamento, cruciais para a modernização da matriz elétrica brasileira.

8 de junho de 2026 às 11:56Redação Radar Energia · IA
ABSOLAR e MME debatem inclusão do armazenamento de energia elétrica no REIDI

A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) e o Departamento de Planejamento e Outorgas de Geração de Energia Elétrica (DPOG) do Ministério de Minas e Energia (MME) reuniram-se em 22 de abril. O encontro teve como pauta a regulamentação infralegal do armazenamento de energia elétrica no Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (REIDI) e os ajustes necessários em face da Reforma Tributária.

Durante o encontro, a ABSOLAR apresentou estimativas sobre os impactos das alterações nos custos de projetos de armazenamento, analisando cenários com e sem o REIDI. A entidade demonstrou que os incentivos do Regime Especial se tornam ainda mais relevantes para a viabilização desses empreendimentos após a implementação do novo sistema tributário, que pode elevar os custos de capital.

Segundo a ABSOLAR, a regulamentação infralegal do REIDI, instituído em 2007, ainda não contempla expressamente o armazenamento de energia elétrica. Essa omissão contraria a Lei nº 15.269/2025, que já prevê a inclusão da modalidade. Tal lacuna regulatória gera insegurança jurídica e afeta a atratividade de investimentos em projetos de armazenamento, que demandam altos volumes de capital.

Para sanar essa inconsistência, a entidade aponta a necessidade de atualizar o Decreto nº 6.144/2007, que regulamenta a habilitação de projetos ao REIDI, bem como a Portaria MME nº 318/2018 e a Instrução Normativa da Receita Federal do Brasil (RFB) nº 2.121/2022. A revisão dessas normas é crucial para assegurar clareza e previsibilidade regulatória, elementos essenciais para a concretização de grandes investimentos.

A ABSOLAR, em conjunto com a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEÓlica) e a Associação Brasileira de Armazenamento de Energia (ABSAE), já havia encaminhado a Carta Conjunta nº 02/26, em 10 de abril, ao MME e ao Ministério da Fazenda (MF). O documento solicitava a regulamentação e ajustes normativos para a habilitação de projetos de Sistemas de Armazenamento de Energia em Baterias (BESS) ao REIDI.

Durante a reunião, o MME informou que a atualização do Decreto nº 6.144/2007, tanto para incluir o armazenamento de energia elétrica quanto para se adaptar aos aspectos da Reforma Tributária (Emenda Constitucional nº 132/2023), é uma tarefa sob responsabilidade do Ministério da Fazenda. Isso indica que a solução depende de uma ação coordenada entre os dois ministérios.

A inclusão do armazenamento no REIDI é esperada para reduzir significativamente os custos de capital dos projetos, tornando-os mais atrativos e impulsionando a implantação de BESS. Esses sistemas são cruciais para a flexibilidade e resiliência do sistema elétrico, especialmente com a crescente penetração de fontes renováveis intermitentes, como a solar fotovoltaica, que em 2023 ultrapassou 40 GW de capacidade instalada no Brasil.

Globalmente, países como Alemanha e Estados Unidos já implementam incentivos fiscais específicos para o armazenamento de energia, reconhecendo seu papel estratégico na estabilização de redes com alta penetração de renováveis. A busca do Brasil por uma regulamentação clara no REIDI alinha-se a essas tendências, com o objetivo de atrair investimentos e acelerar a transição energética nacional.

A atuação coordenada do MME e do Ministério da Fazenda é essencial para que o Brasil avance na modernização de seu setor elétrico e na transição energética. Ao aproveitar plenamente o potencial do armazenamento de energia elétrica, o país construirá um futuro energético mais sustentável e resiliente, com impactos positivos na estabilidade tarifária e na otimização da infraestrutura.

Compartilhar:XLinkedInWhatsAppTelegram

Documento oficial

Matéria redigida pela redação IA do Radar Energia a partir do documento da fonte. Consulte o original para validação técnica e jurídica.

Acessar fonte oficial

Tags

#MME#ABSOLAR#REIDI#Reforma Tributária#Armazenamento de Energia#Energia Solar