Aneel homologa lotes 7 a 10 de leilão de transmissão com deságio de 53,20%
A ANEEL homologou os lotes 7 a 10 do Leilão de Transmissão nº 1/2026, com o Consórcio Olympus XX e a AXIA Energia Sul S.A. como vencedores. A segunda etapa do certame registrou um deságio médio de 53,20% sobre a Receita Anual Permitida (RAP) máxima, gerando uma economia de R$ 145,97 milhões anuais e investimentos de R$ 1,75 bilhão.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) homologou, nesta terça-feira (11/08), os resultados dos lotes 7 a 10 do Leilão de Transmissão nº 1/2026. O Consórcio Olympus XX arrematou o Lote 7, enquanto a AXIA Energia Sul S.A. garantiu os Lotes 8, 9 e 10. A segunda etapa do certame alcançou um deságio médio de 53,20% sobre a Receita Anual Permitida (RAP) máxima, projetando uma economia de R$ 145,97 milhões por ano para o setor e um investimento total estimado de R$ 1,75 bilhão nestes quatro lotes.
Considerando o leilão em sua totalidade, que abrangeu nove lotes, o deságio médio foi de 50,69%, o que a ANEEL projeta como uma economia de R$ 7,6 bilhões para os consumidores de energia elétrica ao longo dos 30 anos de vigência dos contratos. Essa redução é direta, uma vez que a Receita Anual Permitida (RAP) compõe a Tarifa de Uso do Sistema de Transmissão (TUST), impactando o custo final para os usuários tanto no Ambiente de Contratação Regulada (ACR) quanto no Ambiente de Contratação Livre (ACL). A eficiência na contratação da transmissão se torna ainda mais relevante para a modicidade tarifária de longo prazo.
O Leilão de Transmissão nº 1/2026 prevê investimentos totais da ordem de R$ 5,11 bilhões, destinados à construção de 859 km de novas linhas de transmissão e à expansão de 4.350 MVA em capacidade de transformação. Essa expansão é crucial para o Sistema Interligado Nacional (SIN), visando aumentar a robustez e a capacidade de escoamento de energia, especialmente de fontes renováveis, como eólica e solar, que em 2025 representaram cerca de 26% da matriz de geração elétrica brasileira. A infraestrutura inclui a instalação de compensadores síncronos, essenciais para estabilizar a carga e garantir a segurança operacional do sistema em um cenário de crescente participação de fontes intermitentes.
A homologação em duas etapas, com a necessidade de deliberação do Tribunal de Contas da União (TCU) para resolver controvérsias contratuais anteriores com o Grupo MEZ Energia envolvendo os lotes 7 a 10, reforça o rigor regulatório da ANEEL e a capacidade de resolução de impasses. Este processo pode sinalizar um ambiente de negócios mais previsível e seguro para futuros investidores em infraestrutura de transmissão. A previsão para a assinatura dos contratos de concessão é 9 de setembro de 2026, com prazos de conclusão das obras variando de 42 a 60 meses.
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