Aneel lança relatório com metas operacionais para setor elétrico frente ao El Niño
A ANEEL publicou um relatório que traça perspectivas e propõe ações estratégicas para o setor elétrico brasileiro diante do El Niño 2026-2027. O documento, de caráter analítico e recomendatório, sugere metas operacionais para reduzir falhas na transmissão e aumentar a disponibilidade térmica, visando reforçar a resiliência e a segurança energética em um cenário de custos elevados e riscos de suprimento.
A ANEEL lançou um relatório que traça perspectivas e propõe ações estratégicas para o setor elétrico brasileiro diante do El Niño 2026-2027, com foco na resiliência e segurança energética. O documento, intitulado 'O Fenômeno El Niño (2026-2027) e a Resiliência do Setor Elétrico Brasileiro: Desafios Operacionais, Planejamento e Respostas Regulatórias', serve como subsídio para a atuação regulatória e operacional, sem estabelecer novas regras normativas.
Entre as propostas, o Ministério de Minas e Energia (MME) busca diminuir o risco aceito de falta de potência no planejamento do sistema de 5% para 3%. A agência reguladora, por sua vez, visa reduzir a parcela de usinas térmicas paradas por problemas mecânicos de 11% para 8%, implementando testes surpresa que exigem a geração em até 24 horas. O relatório também destaca a meta para treze transmissoras do Nordeste de reduzir em 33% as quedas de linhas causadas por queimadas.
O cenário de El Niño 'muito forte' pode encarecer a energia, pressionando orçamentos e custos de produção. Um estudo projeta que um super El Niño pode elevar as tarifas de baixa tensão em 2,1% em 2027, e a consultoria Thymos estima um PLD médio entre R$ 150 e R$ 200 por MWh para o segundo semestre de 2026, um valor significativamente superior ao PLD atual no Sudeste/Centro-Oeste, que está em R$ 57,31/MWh.
Concessionárias de geração, transmissão e distribuição são as principais responsáveis pela implementação das recomendações, que incluem reforço de redes, monitoramento de interrupções, abertura de aceiros e preparação de hidrelétricas e termelétricas para operar com maior confiabilidade. A ANEEL já havia encaminhado ofícios em junho de 2026 solicitando ações preventivas para o segundo semestre de 2026 e início de 2027, período de maior impacto previsto pelo fenômeno climático.
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