ANP realiza 2ª edição do 'Net Zero ANP' com foco em hidrogênio de baixa emissão
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realiza em 23 de junho a segunda edição do 'Net Zero ANP'. O evento online se dedicará ao hidrogênio de baixa emissão de carbono, aprofundando discussões sobre seu potencial e os desafios regulatórios desse insumo estratégico para a transição energética brasileira.
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realizará em 23 de junho a segunda edição do 'Net Zero ANP'. O evento técnico, que será online, dedicar-se-á ao hidrogênio de baixa emissão de carbono, buscando aprofundar as discussões sobre o potencial e os desafios regulatórios desse insumo estratégico para a transição energética brasileira.
Esta edição dá sequência ao primeiro 'Net Zero ANP', realizado em 2023, que focou em captura de carbono e biocombustíveis avançados, evidenciando a evolução da agenda regulatória da agência. A iniciativa se alinha ao Programa Combustível do Futuro, que busca descarbonizar a matriz de transportes e energia do país, e consolida o hidrogênio como um vetor estratégico para a redução de emissões de gases de efeito estufa.
A discussão sobre o hidrogênio de baixa emissão ganha ainda mais relevância com a tramitação, no Congresso Nacional, do Projeto de Lei 2308/2023, o Marco Legal do Hidrogênio. A ANP, como futura reguladora do setor, terá um papel crucial na definição de classificações, incentivos e regras de mercado, complementando as diretrizes já estabelecidas pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) no âmbito do Programa Nacional do Hidrogênio (PNH2).
O Brasil se destaca globalmente pelo potencial de produção de hidrogênio verde, impulsionado por sua vasta matriz de energia renovável, especialmente eólica e solar, que já responde por mais de 80% da capacidade instalada. Estudos da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e do Ministério de Minas e Energia (MME) apontam para bilhões de dólares em investimentos na próxima década, com projeções de capacidade de eletrólise que podem atingir a casa dos gigawatts, consolidando o país como um competidor de peso nesse mercado.
O avanço do hidrogênio de baixa emissão é vital para a descarbonização de setores industriais intensivos, como siderurgia e fertilizantes, e para o transporte pesado, contribuindo diretamente para as metas de Net Zero. Além de atrair investimentos diretos e gerar novos empregos, o Brasil almeja se consolidar como um exportador de hidrogênio e seus derivados, como amônia verde e metanol, reforçando sua liderança na transição energética global.
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