BNDES e Cidades lançam plano de R$ 430 bi para mobilidade elétrica em metrópoles
Um estudo conjunto do Ministério das Cidades e do BNDES propõe entre R$ 400 bilhões e R$ 430 bilhões em investimentos para expandir o transporte público em 21 regiões metropolitanas, com ênfase em sistemas elétricos. A iniciativa mapeia 187 projetos e abre uma oportunidade de mercado superior a R$ 80 bilhões para o setor privado.
O Ministério das Cidades e o BNDES lançaram, em 1º de julho, o Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), que recomenda 187 projetos estruturantes para expandir o transporte público em mais de 3 mil quilômetros nas 21 regiões metropolitanas mais populosas do Brasil. O investimento total estimado para essas iniciativas varia entre R$ 400 bilhões e R$ 430 bilhões, com foco prioritário em soluções de transporte elétrico, como metrôs, VLTs e BRTs.
O modelo financeiro proposto pelo ENMU prevê 80% de investimento público e 20% privado, criando uma oportunidade de mercado superior a R$ 80 bilhões para a participação de empresas do setor via concessões e Parcerias Público-Privadas (PPPs). Além da eletrificação, o estudo também direciona a modernização da bilhetagem, que deve ser eletrônica, baseada em conta e interoperável, visando maior eficiência e acessibilidade para os usuários.
O cronograma do ENMU estabelece os anos de 2026 e 2027 para a estruturação, planejamento e modelagem dos projetos. A partir de 2030, a expectativa é que os investimentos atinjam patamar pleno, permitindo concluir mais de 70% das obras em até 15 anos. A implementação dessas propostas projeta uma redução de 11% no custo operacional por viagem e a prevenção de 3,1 milhões de toneladas de CO₂ por ano, e contribuindo diretamente para as metas de transição energética do país.
O ENMU, embora seja um instrumento de planejamento estratégico e não uma norma regulatória, aborda a mitigação de riscos para garantir a estabilidade jurídica e financeira dos contratos de concessão e PPPs. A proposta de uma estrutura de mitigação de riscos em três camadas (projeto, metropolitano e federal) reflete a preocupação em atrair os R$ 80 bilhões em investimentos privados esperados, visando superar desafios históricos na execução de grandes projetos de infraestrutura no Brasil.
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