Carga SIN78.873 MW 6,23%PLD MédioR$ 116,73/MWh 52,24%PLD SE/COR$ 116,73/MWh 51,36%PLD SulR$ 116,73/MWh 54,96%PLD NER$ 116,73/MWh 51,36%PLD NorteR$ 116,73/MWh 51,36%EAR SIN62,6% 0,00%EAR SE/CO57,5% 0,00%EAR Sul81,2% 0,62%EAR NE71,4% 0,28%EAR Norte76,1% 0,26%ENA SIN155% MLT 1,31%ENA SE/CO138% MLT 1,47%ENA Sul254% MLT 1,17%ENA NE67% MLT 0,00%ENA Norte55% MLT 1,79%Carga SIN78.873 MW 6,23%PLD MédioR$ 116,73/MWh 52,24%PLD SE/COR$ 116,73/MWh 51,36%PLD SulR$ 116,73/MWh 54,96%PLD NER$ 116,73/MWh 51,36%PLD NorteR$ 116,73/MWh 51,36%EAR SIN62,6% 0,00%EAR SE/CO57,5% 0,00%EAR Sul81,2% 0,62%EAR NE71,4% 0,28%EAR Norte76,1% 0,26%ENA SIN155% MLT 1,31%ENA SE/CO138% MLT 1,47%ENA Sul254% MLT 1,17%ENA NE67% MLT 0,00%ENA Norte55% MLT 1,79%
Hidráulica40.545 MW(51%) 5,11%Térmica8.478 MW(11%) 5,47%Eólica16.804 MW(21%) 2,60%Solar11.686 MW(15%) 11,48%Nuclear1.360 MW(2%) 30,61%Hidráulica40.545 MW(51%) 5,11%Térmica8.478 MW(11%) 5,47%Eólica16.804 MW(21%) 2,60%Solar11.686 MW(15%) 11,48%Nuclear1.360 MW(2%) 30,61%Hidráulica40.545 MW(51%) 5,11%Térmica8.478 MW(11%) 5,47%Eólica16.804 MW(21%) 2,60%Solar11.686 MW(15%) 11,48%Nuclear1.360 MW(2%) 30,61%
PETR4R$ 48,50 0,31%PETR3R$ 53,41 0,78%PRIO3R$ 63,24 1,05%RECV3R$ 11,02 0,18%VBBR3R$ 39,64 1,48%UGPA3R$ 39,13 0,51%RAIZ4R$ 0,26 7,14%CSAN3R$ 3,65 0,00%EGIE3R$ 30,39 0,85%CMIG4R$ 11,21 1,15%CPFE3R$ 45,45 0,69%EQTL3R$ 39,57 0,03%ENGI11R$ 52,08 0,25%NEOE3R$ 33,80 0,00%AURE3R$ 12,35 5,83%ENEV3R$ 27,13 0,48%TAEE11R$ 41,91 2,10%ALUP11R$ 32,70 0,82%LIGT3R$ 3,62 0,00%PETR4R$ 48,50 0,31%PETR3R$ 53,41 0,78%PRIO3R$ 63,24 1,05%RECV3R$ 11,02 0,18%VBBR3R$ 39,64 1,48%UGPA3R$ 39,13 0,51%RAIZ4R$ 0,26 7,14%CSAN3R$ 3,65 0,00%EGIE3R$ 30,39 0,85%CMIG4R$ 11,21 1,15%CPFE3R$ 45,45 0,69%EQTL3R$ 39,57 0,03%ENGI11R$ 52,08 0,25%NEOE3R$ 33,80 0,00%AURE3R$ 12,35 5,83%ENEV3R$ 27,13 0,48%TAEE11R$ 41,91 2,10%ALUP11R$ 32,70 0,82%LIGT3R$ 3,62 0,00%
BrentUS$ 101,24 1,96%WTIUS$ 93,54 2,64%Gás NaturalUS$ 2,85 2,30%DólarR$ 5,12 0,07%BrentUS$ 101,24 1,96%WTIUS$ 93,54 2,64%Gás NaturalUS$ 2,85 2,30%DólarR$ 5,12 0,07%BrentUS$ 101,24 1,96%WTIUS$ 93,54 2,64%Gás NaturalUS$ 2,85 2,30%DólarR$ 5,12 0,07%
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Brasil emerge como parceiro estratégico em terras raras para transição energética

O Brasil, detentor da segunda maior reserva mundial de terras raras, consolida-se como um parceiro estratégico global para o fornecimento desses minerais críticos à transição energética. A busca por diversificação da cadeia de suprimentos, antes dominada pela China, impulsiona o interesse no potencial brasileiro, com projetos como o da Serra Verde em Goiás ganhando destaque.

22 de junho de 2026 às 08:33Fonte oficial: PtRedação Radar Energia

Detentor da segunda maior reserva mundial de terras raras, estimada em aproximadamente 21 milhões de toneladas de óxidos de terras raras (REO), o Brasil consolida-se como um parceiro estratégico fundamental para a transição energética global. A demanda crescente por esses minerais críticos, essenciais para tecnologias como veículos elétricos e turbinas eólicas, impulsiona o interesse em diversificar as fontes de suprimento, historicamente concentradas na China.

A ascensão do Brasil reflete uma reconfiguração geopolítica da cadeia de suprimentos, antes fortemente dependente da China, responsável por cerca de 60% da produção mundial e grande parte do processamento. Países ocidentais, como Estados Unidos e membros da União Europeia, buscam ativamente novas parcerias para garantir a segurança no fornecimento de minerais cruciais, um movimento que se intensificou a partir da década de 2010.

Apesar do vasto potencial de suas reservas, a produção brasileira de terras raras ainda é incipiente, representando menos de 1% do total global em 2022. No entanto, a demanda por elementos como neodímio e praseodímio (NdPr), vitais para ímãs permanentes de alta performance, deve crescer mais de 5% ao ano até 2030, o que sinaliza uma valorização de longo prazo e um campo fértil para investimentos no país.

No Brasil, a empresa Serra Verde é a única produtora em escala comercial, operando em Minaçu, Goiás, com foco nesses elementos (NdPr). Além da Serra Verde, a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), conhecida por sua liderança em nióbio, também possui projetos de terras raras em Araxá, Minas Gerais, com o objetivo de diversificar sua atuação. No âmbito internacional, governos como os dos Estados Unidos e da União Europeia, por meio de iniciativas como a Critical Minerals Alliance, atuam como parceiros-chave na busca por suprimento seguro desses minerais críticos.

A exploração de terras raras no Brasil é regida pelo Código de Mineração, de 1967, mas a produção em escala comercial é um fenômeno relativamente recente. Um dos principais desafios para o setor reside na complexidade dos processos de licenciamento ambiental, conduzidos por órgãos como o Ibama e secretarias estaduais, o que pode alongar os prazos para novos projetos. No Congresso Nacional, a atualização do marco regulatório para minerais estratégicos está em discussão, visando agilizar processos e oferecer segurança jurídica.

A consolidação do Brasil como fornecedor estratégico pode atrair investimentos significativos para o setor de mineração, gerando empregos e renda em regiões com potencial e fortalecendo a balança comercial. Além da exportação de minério bruto, abre-se a possibilidade de o país desenvolver cadeias de valor mais complexas, como o processamento de terras raras e a fabricação de componentes de alta tecnologia, o que reduziria a dependência da exportação de matéria-prima e impactaria positivamente o PIB do setor mineral.

Experiências internacionais, como a da Austrália, que se estabeleceu como um dos principais produtores de terras raras fora da China com empresas como a Lynas Rare Earths, servem de precedente e inspiração. Os Estados Unidos, por sua vez, têm investido pesadamente em projetos domésticos e parcerias estratégicas, como o financiamento à MP Materials, para reconstruir sua cadeia de suprimentos após anos de dependência chinesa. Isso indica um caminho para o Brasil focar na verticalização e segurança da cadeia.

A Serra Verde já planeja expandir sua capacidade de produção nos próximos anos, com o objetivo de atender à crescente demanda global e consolidar sua posição no mercado. O governo brasileiro, por meio do Ministério de Minas e Energia (MME), tem buscado ativamente parcerias internacionais para desenvolver a cadeia de minerais críticos, incluindo terras raras. Isso se dá por meio de memorandos de entendimento e grupos de trabalho bilaterais com países como os EUA. Consultas públicas e discussões sobre incentivos fiscais para a mineração de minerais estratégicos podem ser realizadas para acelerar o desenvolvimento do setor e atrair novos investimentos.

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