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Hidráulica38.979 MW(57%) 10,70%Térmica7.340 MW(11%) 28,54%Eólica10.274 MW(15%) 34,56%Solar10.184 MW(15%) 6,58%Nuclear2.009 MW(3%) 0,95%Hidráulica38.979 MW(57%) 10,70%Térmica7.340 MW(11%) 28,54%Eólica10.274 MW(15%) 34,56%Solar10.184 MW(15%) 6,58%Nuclear2.009 MW(3%) 0,95%Hidráulica38.979 MW(57%) 10,70%Térmica7.340 MW(11%) 28,54%Eólica10.274 MW(15%) 34,56%Solar10.184 MW(15%) 6,58%Nuclear2.009 MW(3%) 0,95%
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Brasil emerge como parceiro estratégico em terras raras para transição energética

O Brasil, detentor da segunda maior reserva mundial de terras raras, consolida-se como um parceiro estratégico global para o fornecimento desses minerais críticos à transição energética. A busca por diversificação da cadeia de suprimentos, antes dominada pela China, impulsiona o interesse no potencial brasileiro, com projetos como o da Serra Verde em Goiás ganhando destaque.

22 de junho de 2026 às 08:33Fonte oficial: PtRedação Radar Energia

Detentor da segunda maior reserva mundial de terras raras, estimada em aproximadamente 21 milhões de toneladas de óxidos de terras raras (REO), o Brasil consolida-se como um parceiro estratégico fundamental para a transição energética global. A demanda crescente por esses minerais críticos, essenciais para tecnologias como veículos elétricos e turbinas eólicas, impulsiona o interesse em diversificar as fontes de suprimento, historicamente concentradas na China.

A ascensão do Brasil reflete uma reconfiguração geopolítica da cadeia de suprimentos, antes fortemente dependente da China, responsável por cerca de 60% da produção mundial e grande parte do processamento. Países ocidentais, como Estados Unidos e membros da União Europeia, buscam ativamente novas parcerias para garantir a segurança no fornecimento de minerais cruciais, um movimento que se intensificou a partir da década de 2010.

Apesar do vasto potencial de suas reservas, a produção brasileira de terras raras ainda é incipiente, representando menos de 1% do total global em 2022. No entanto, a demanda por elementos como neodímio e praseodímio (NdPr), vitais para ímãs permanentes de alta performance, deve crescer mais de 5% ao ano até 2030, o que sinaliza uma valorização de longo prazo e um campo fértil para investimentos no país.

No Brasil, a empresa Serra Verde é a única produtora em escala comercial, operando em Minaçu, Goiás, com foco nesses elementos (NdPr). Além da Serra Verde, a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), conhecida por sua liderança em nióbio, também possui projetos de terras raras em Araxá, Minas Gerais, com o objetivo de diversificar sua atuação. No âmbito internacional, governos como os dos Estados Unidos e da União Europeia, por meio de iniciativas como a Critical Minerals Alliance, atuam como parceiros-chave na busca por suprimento seguro desses minerais críticos.

A exploração de terras raras no Brasil é regida pelo Código de Mineração, de 1967, mas a produção em escala comercial é um fenômeno relativamente recente. Um dos principais desafios para o setor reside na complexidade dos processos de licenciamento ambiental, conduzidos por órgãos como o Ibama e secretarias estaduais, o que pode alongar os prazos para novos projetos. No Congresso Nacional, a atualização do marco regulatório para minerais estratégicos está em discussão, visando agilizar processos e oferecer segurança jurídica.

A consolidação do Brasil como fornecedor estratégico pode atrair investimentos significativos para o setor de mineração, gerando empregos e renda em regiões com potencial e fortalecendo a balança comercial. Além da exportação de minério bruto, abre-se a possibilidade de o país desenvolver cadeias de valor mais complexas, como o processamento de terras raras e a fabricação de componentes de alta tecnologia, o que reduziria a dependência da exportação de matéria-prima e impactaria positivamente o PIB do setor mineral.

Experiências internacionais, como a da Austrália, que se estabeleceu como um dos principais produtores de terras raras fora da China com empresas como a Lynas Rare Earths, servem de precedente e inspiração. Os Estados Unidos, por sua vez, têm investido pesadamente em projetos domésticos e parcerias estratégicas, como o financiamento à MP Materials, para reconstruir sua cadeia de suprimentos após anos de dependência chinesa. Isso indica um caminho para o Brasil focar na verticalização e segurança da cadeia.

A Serra Verde já planeja expandir sua capacidade de produção nos próximos anos, com o objetivo de atender à crescente demanda global e consolidar sua posição no mercado. O governo brasileiro, por meio do Ministério de Minas e Energia (MME), tem buscado ativamente parcerias internacionais para desenvolver a cadeia de minerais críticos, incluindo terras raras. Isso se dá por meio de memorandos de entendimento e grupos de trabalho bilaterais com países como os EUA. Consultas públicas e discussões sobre incentivos fiscais para a mineração de minerais estratégicos podem ser realizadas para acelerar o desenvolvimento do setor e atrair novos investimentos.

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Como esta matéria foi produzida: conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial a partir de fontes oficiais e/ou públicas, com curadoria editorial do Radar Energia. Sempre que possível, priorizamos documentos, comunicados e dados primários. Viu algo a corrigir? Fale com a redação.