Engie contrata WEG para ampliar UHE Jaguara em 232 MW com aporte de R$ 1,2 bilhão
A Engie Brasil Energia comunicou a contratação da WEG para a expansão da Usina Hidrelétrica Jaguara, adicionando 232 MW de potência com investimento de R$ 1,2 bilhão. O projeto, viabilizado pelo Leilão de Reserva de Capacidade de 2026, garante receita fixa à companhia por 15 anos a partir de 2030, reforçando a segurança do Sistema Interligado Nacional.
A Engie Brasil Energia (EGIE3) informou ao mercado nesta segunda-feira (27) a contratação da WEG para o fornecimento de duas unidades geradoras destinadas à ampliação da Usina Hidrelétrica Jaguara, em um investimento total de R$ 1,2 bilhão. Com a expansão, a capacidade instalada da usina, localizada no Rio Grande (MG/SP), passará dos atuais 424 MW para 656 MW, adicionando 232 MW de potência ao Sistema Interligado Nacional (SIN), conforme comunicado à CVM.
O projeto prevê a instalação das duas novas unidades de 116 MW cada em poços já existentes, com entrada em operação prevista para 2030. A iniciativa foi viabilizada pela vitória da Engie no Leilão de Reserva de Capacidade de 2026, que assegurou um contrato de venda de 195,78 MW de potência por 15 anos. A entrega da energia contratada iniciará em 1º de agosto de 2030, estendendo-se até julho de 2045, e garantirá à Engie uma receita fixa anual estimada em R$ 270,4 milhões (data-base setembro/25), reajustada anualmente pelo IPCA.
A adição de lastro e segurança energética ao SIN é um benefício da ampliação, especialmente em horários de ponta, o que tende a mitigar pressões de alta no Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), beneficiando os submercados Sudeste/Centro-Oeste e Sul. A nova capacidade, contratada via leilão de reserva, possui regras específicas de comercialização. As ações da Engie (EGIE3) fecharam o dia cotadas a R$ 30,06, com leve queda de 0,30%.
O investimento de R$ 1,2 bilhão reforça a estratégia da Engie de expandir seu portfólio com ativos de geração flexível e de baixo custo operacional. A companhia busca garantir previsibilidade de fluxo de caixa com contratos de longo prazo em geração despachável, contribuindo para a confiabilidade do sistema elétrico brasileiro.
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