Gasmig investe R$ 1 bilhão para levar gás natural e biometano ao Triângulo Mineiro
A Gasmig investirá mais de R$ 1 bilhão na expansão da infraestrutura de gás natural e biometano no Triângulo Mineiro, interligando os municípios de Uberaba, Uberlândia, Araxá e Indianópolis. O projeto, que prevê o fornecimento inicial de 250 mil m³ de gás por dia, foca na descarbonização industrial, comercial e de frotas pesadas da região.
A Gasmig, distribuidora de gás de Minas Gerais, investirá mais de R$ 1 bilhão na construção de uma rede de gás natural e biometano no Triângulo Mineiro. A iniciativa, que visa interligar os municípios de Uberaba, Uberlândia, Araxá e Indianópolis, é considerada pela companhia a maior rede isolada da América Latina, conforme destacou Welder Souza, gerente Comercial do Segmento Automotivo da Gasmig.
O projeto prevê uma injeção inicial de 250 mil metros cúbicos de gás por dia. O abastecimento será direcionado a indústrias, comércios, frotas e o mercado urbano, promovendo uma diversificação na matriz energética local com foco em sustentabilidade e modicidade tarifária.
Um dos pilares do investimento é a produção de biometano a partir de resíduos da agroindústria local. A Gasmig assinou um contrato de longo prazo com o consórcio GeoMit (formado pela Mitsui e Geo Biogás), resultado de chamada pública de maio, para o fornecimento inicial de 50 mil m³/dia a partir da Usina Vale do Tijuco, operada pela CMAA em Uberaba. O gás natural atuará como suporte firme para garantir a continuidade do fornecimento.
O contrato de investimento é um passo crucial para o projeto. A produção do biometano e o fornecimento do combustível renovável para os municípios do Triângulo Mineiro estão previstos em um acordo de longo prazo que garante previsibilidade ao projeto.
A iniciativa está alinhada à Lei do Combustível do Futuro (Lei Federal nº 14.993/2024) e às normas da ANP (Resoluções nº 995/2026 e 996/2026) para o biometano, que estabelecem metas de participação mínima desse combustível na matriz nacional. O Governo de Minas Gerais também incentiva a bioenergia, e o uso do biometano contribui diretamente para o Plano de Ação Climática (PLAC) do estado, reforçando o compromisso com a descarbonização.
Além da infraestrutura de gás, a Gasmig, por meio de sua controladora Cemig, oferece um "hub de soluções" que integra o fornecimento de gás veicular com energia elétrica renovável. Clientes podem contratar energia livre da Cemig com descontos de até 35% para abastecer compressores de postos, enquanto lanchonetes podem utilizar energia solar da Cemig SIM, descarbonizando toda a cadeia de valor.
A aposta no gás veicular (GNV e biometano) para frotas pesadas é justificada pela Gasmig como uma solução técnica e economicamente viável, com respaldo de montadoras como Scania, Iveco, Volare e Marcopolo. Estudos de Custo Total de Propriedade (TCO) mostram o veículo a gás mais barato que o diesel, e ainda mais vantajoso que o elétrico, devido à complexidade da infraestrutura de recarga, defendendo uma matriz energética “eclética” para o futuro.
O Triângulo Mineiro também está contemplado no Plano Nacional Integrado das Infraestruturas de Gás Natural e Biometano (PNIIGB), com um gasoduto de 260 km previsto entre Iacanga/SP (no Gasbol) e Uberaba/MG, em um projeto de R$ 3,1 bilhões. Embora distinto do investimento da Gasmig, este projeto maior reforça o potencial da região como um polo de desenvolvimento para o gás no país.
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