Governo de Minas prepara troca de CEO da Cemig; Marcio Nunes é apontado como favorito pela imprensa
O governador de Minas Gerais, Mateus Simões, prepara a substituição do presidente-executivo da Cemig, Alexandre Ramos Peixoto, após apenas três meses de mandato. Marcio Nunes, ex-CEO da Copasa e Gasmig, é apontado pela imprensa especializada como o nome favorito entre os avaliados para a posição, em uma movimentação atribuída a alinhamentos políticos.
O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), prepara a troca do presidente-executivo da Cemig (CMIG4), Alexandre Ramos Peixoto, apenas três meses após sua posse. A imprensa especializada reportou na quinta-feira (27) que Marcio Nunes, ex-CEO da Copasa e Gasmig, é o nome favorito entre os avaliados para a posição, em uma movimentação atribuída a alinhamentos políticos em ano eleitoral. A Cemig, por sua vez, optou por não se posicionar oficialmente sobre o assunto quando procurada.
Além de Marcio Nunes, Fernando Fagundes, ex-diretor jurídico da Light, também está entre os candidatos que passam por avaliação de governança e compliance da Cemig. A saída de Peixoto, que pode assumir a presidência do Conselho de Administração da Cemig ou retornar à diretoria da CCEE, ocorre em um contexto de busca por acomodação política por parte do Governo de Minas Gerais, acionista controlador da empresa.
A notícia da iminente mudança gerou reação no mercado financeiro, com as ações da Cemig (CMIG4) registrando queda no pregão de quinta-feira (27) após as notícias sobre a possível troca de CEO, refletindo a incerteza dos investidores. A instabilidade na governança corporativa da empresa levanta questões sobre a influência política do acionista controlador, mesmo após a Cemig e suas subsidiárias terem alcançado o rating 'brAAA' da Standard & Poor's em 18 de agosto, o nível mais alto na Escala Nacional Brasil.
A substituição do presidente-executivo em tão curto período, atribuída a motivações políticas, sinaliza a vulnerabilidade de empresas de capital misto a interferências e pode gerar descontinuidade estratégica. O mercado deve acompanhar a comunicação oficial sobre a nomeação do novo CEO e o perfil do executivo escolhido, buscando sinais de independência e foco na estratégia de longo prazo da companhia.
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