Justiça decreta fim da recuperação judicial da Light
A Light S.A. (LIGT3) encerrou sua recuperação judicial nesta quinta-feira (9), após a 3ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Rio de Janeiro declarar cumpridas as obrigações do Plano de Recuperação Judicial. A decisão formaliza a reestruturação de aproximadamente R$ 11 bilhões em dívidas e o retorno da companhia à condição regular de mercado.
A 3ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro decretou o encerramento da recuperação judicial da Light S.A. (LIGT3) nesta quinta-feira (9), declarando cumpridas as obrigações do Plano de Recuperação Judicial. A informação foi divulgada pela companhia em Fato Relevante, marcando o fim de um processo que reestruturou aproximadamente R$ 11 bilhões em dívidas e permite o retorno da empresa à sua condição regular no mercado.
O processo de reestruturação financeira incluiu um aumento de capital de R$ 1,5 bilhão, com a emissão de 238.473.768 novas ações, além de pagamentos à vista para mais de 27 mil credores com créditos de até R$ 30.000. A Light também entregou novos instrumentos de dívida e, com a decisão judicial, a expressão “EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL” será excluída do nome da empresa, conforme previsto no plano homologado em junho de 2024.
Mesmo com o encerramento da recuperação judicial, algumas obrigações remanescentes do Plano de Recuperação Judicial (PRJ) continuarão em execução. Entre elas estão a conversão mandatória de debêntures em ações, o exercício de bônus de subscrição e o repasse de R$ 300 milhões do aumento de capital para a Light SESA. As novas ações resultantes do aumento de capital, creditadas em agosto de 2026, estão sujeitas a um período de restrição de negociação (lock-up) com retirada gradual até janeiro de 2029.
Para o setor elétrico, a saída da Light da recuperação judicial, iniciada em maio de 2023, representa a estabilização de um player relevante. A reestruturação financeira permite à empresa focar na execução de seu plano de investimentos de R$ 10 bilhões para a Light SESA, visando combater perdas de energia e modernizar a rede. Este movimento tende a reduzir o risco sistêmico e a melhorar a percepção de risco da companhia como contraparte em operações de contratação de energia e captação de recursos, fortalecendo a confiança dos agentes e investidores no setor.
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