Fitch rebaixa rating da CEEE-G para 'CCC+(bra)' e retira grau de investimento
A Fitch Ratings rebaixou o Rating Nacional de Longo Prazo da CEEE-G e de sua terceira emissão de debêntures quirografárias de 'BBB-(bra)' para 'CCC+(bra)' nesta terça-feira (8), colocando a geradora fora do grau de investimento e em Observação Negativa. A ação reflete a profunda interdependência da empresa com a controladora CSN, que já teve seus ratings rebaixados em julho.
A Fitch Ratings anunciou o rebaixamento do Rating Nacional de Longo Prazo da CEEE-G e de sua terceira emissão de debêntures quirografárias, passando de 'BBB-(bra)' para 'CCC+(bra)', com Observação Negativa. A decisão, que entrou em vigor em 8 de setembro, retira a Companhia Estadual de Geração de Energia Elétrica (CEEE-G) do grau de investimento, posicionando-a em uma categoria que indica alto risco de inadimplência no mercado nacional, conforme comunicado da agência.
O rebaixamento da CEEE-G é uma consequência direta da aplicação da Metodologia de Vínculo entre Ratings de Controladoras e Subsidiárias da Fitch. A agência equaliza as classificações de crédito da geradora às de sua controladora integral, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), que teve seus próprios ratings rebaixados para 'CCC+' em julho de 2026. A Fitch justifica a equalização pela ausência de restrições significativas à comunicação de caixa e pelos fortes vínculos financeiros e operacionais com a controladora, conforme a agência.
A deterioração do perfil de crédito impacta diretamente a capacidade de financiamento da CEEE-G, projetando um fluxo de caixa livre negativo acumulado de aproximadamente R$ 350 milhões entre 2026 e 2027, em um período que a empresa planeja investimentos de R$ 570 milhões. A perda do grau de investimento eleva o custo de captação e pode dificultar o acesso a novas linhas de crédito. Os detentores das debêntures de R$ 1,2 bilhão da CEEE-G são afetados pelo aumento do risco de inadimplência e pela possibilidade de vencimento antecipado de seus títulos, atrelado a eventos de crédito da CSN.
O risco mais premente para a CEEE-G e seus credores reside nas cláusulas de vencimento antecipado das debêntures, que podem ser ativadas por uma contínua deterioração do perfil de crédito da CSN, gerando pressão de liquidez imediata. Além disso, a CEEE-G possui mútuos de R$ 605 milhões com a controladora, expondo-a a um risco de refinanciamento elevado. Embora a CEEE-G tenha cerca de 70% de sua energia contratada com a CSN, gerando sinergias estimadas em R$ 300 milhões, sua vulnerabilidade às oscilações do setor siderúrgico e à saúde financeira da controladora permanece um ponto crítico.
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