Brasil reduz emissões de GEE em 2025 e se destaca entre grandes emissores, aponta JRC
Um relatório do Joint Research Centre (JRC) da Comissão Europeia, publicado em 7 de setembro de 2026, aponta que o Brasil foi um dos seis dos 16 maiores emissores globais a registrar uma redução em suas emissões de gases de efeito estufa (GEE) em 2025. A constatação valida o progresso do país em suas metas climáticas e fortalece sua posição na agenda global de descarbonização.
O Brasil se destacou em 2025 como um dos poucos entre os 16 maiores emissores globais a registrar uma redução nas suas emissões de gases de efeito estufa (GEE), conforme aponta o relatório “GHG emissions of all world countries” do Joint Research Centre (JRC) da Comissão Europeia, divulgado em 7 de setembro de 2026. Ao lado de nações como Austrália e Japão, o país sinaliza um avanço em seus compromissos climáticos, apesar de o estudo ressaltar que as emissões globais de GEE atingiram um novo recorde no mesmo ano.
A queda nas emissões brasileiras em 2025 segue uma tendência já observada em 2024, quando as emissões brutas de GEE do país recuaram 16,7% em relação a 2023, e as líquidas em 22%, segundo dados do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG) do Observatório do Clima. Essa redução tem sido atribuída principalmente à diminuição do desmatamento na Amazônia e no Cerrado, um fator crucial para o cumprimento das metas climáticas estabelecidas na Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) brasileira, que prevê uma redução de 37% das emissões abaixo dos níveis de 2005 até 2025 e 43% até 2030.
A validação do progresso pelo JRC, em colaboração com a Agência Internacional de Energia (IEA) e utilizando dados do Emissions Database for Global Atmospheric Research (EDGAR), fortalece a credibilidade do Brasil em fóruns internacionais e pode catalisar o interesse de investidores em projetos de descarbonização, especialmente no setor de energia renovável. A expansão de fontes como solar e eólica, que em setembro de 2026 representam 8,3% e 13,4% da capacidade instalada de geração elétrica nacional, respectivamente, segundo o ONS, e que em 2024 já respondiam por 23,7% da geração elétrica total do país, conforme o Balanço Energético Nacional 2025, é um vetor fundamental para a descarbonização do setor de energia, contribuindo para a redução de GEE em um horizonte mais amplo e consolidando o papel das renováveis na estratégia climática nacional.
Para o setor de energias renováveis, a percepção de um país mais engajado na descarbonização pode se traduzir em maior fluxo de capital para projetos eólicos (onshore e offshore), solares (centralizada e GD) e sistemas de armazenamento de energia (BESS). Este cenário favorável é crucial para o financiamento de novas capacidades e para a modernização da infraestrutura de rede, essenciais para acomodar a crescente geração intermitente e mitigar o curtailment, garantindo a segurança e a flexibilidade do sistema elétrico. O estudo “Brazil Net-Zero By 2040”, coordenado pelo Instituto Amazônia 4.0, inclusive sugere adiantar a meta climática do país em dez anos, reforçando a ambição nacional.
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