Leilão de Transmissão 1/2026: últimos lotes têm deságio de 53,20% com Axia e Olympus XX
Os quatro lotes finais do Leilão de Transmissão nº 1/2026 foram arrematados com um deságio médio de 53,20% em relação à Receita Anual Permitida (RAP) teto, resultando em uma economia de R$ 4,2 bilhões para os consumidores. O Consórcio Olympus XX e a Axia Energia Sul S.A. garantiram os empreendimentos, que somam R$ 1,8 bilhão em investimentos e preveem a construção de 61 km de linhas e 2.400 MVA em capacidade de subestações.
Os últimos quatro lotes do Leilão de Transmissão nº 1/2026, realizados nesta sexta-feira (03/07), foram arrematados com um deságio médio de 53,20% sobre a Receita Anual Permitida (RAP) teto fixada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). O resultado final da segunda sessão do certame projeta uma economia de R$ 4,2 bilhões para o consumidor ao longo dos 30 anos de concessão dos projetos, reforçando a atratividade do setor de infraestrutura elétrica.
Os valores de RAP propostos pelos vencedores para os Lotes 7 a 10 somaram R$ 147,518 milhões, cifra 53,20% menor que o teto de R$ 315,185 milhões estabelecido pela ANEEL. Os investimentos estimados para a construção e implantação desses empreendimentos alcançam R$ 1,8 bilhão, com a previsão de adicionar 61 quilômetros de linhas de transmissão e 2.400 MVA em capacidade de transformação de subestações ao Sistema Interligado Nacional (SIN).
Entre os vencedores, o Consórcio Olympus XX, formado por Alupar Investimento S.A e Infra 2 Investment, garantiu o Lote 7 com um deságio de 52% e RAP ofertada de R$ 96,7 milhões, com foco em obras no estado de São Paulo. Já a Axia Energia Sul S.A., antiga Eletrobras, arrematou os Lotes 8, 9 e 10, com deságios de 59,04%, 57,24% e 51,8%, respectivamente, demonstrando apetite por múltiplos projetos.
A redução da Receita Anual Permitida (RAP) é um fator direto na composição da tarifa de energia elétrica, o que significa que o deságio de 53,20% se traduz em um benefício tangível para o usuário final. Considerando as duas sessões do Leilão de Transmissão nº 1/2026, o deságio médio total atingiu 50,69%, projetando uma economia total estimada de R$ 7,6 bilhões para os consumidores ao longo dos 30 anos de concessão.
Os projetos leiloados nesta segunda sessão são particularmente relevantes por se referirem a empreendimentos que estavam sob concessão da MEZ Energia. Eles voltaram ao certame após um distrato contratual mediado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e pelo Ministério de Minas e Energia (MME), garantindo a continuidade da expansão da infraestrutura de transmissão e evitando atrasos críticos para a segurança do suprimento.
O Leilão de Transmissão nº 1/2026 foi dividido em duas sessões públicas, com a primeira ocorrendo em 27 de março deste ano e a segunda, que concluiu a oferta dos lotes, nesta sexta-feira, 3 de julho. A antecipação da primeira sessão foi estabelecida pela Portaria Normativa 114 do MME, publicada no Diário Oficial da União, evidenciando a urgência e a prioridade governamental em expandir a rede de transmissão.
O deságio de 53,20% alcançado nos quatro últimos lotes sublinha a forte competitividade do mercado e o contínuo interesse de investidores em projetos de infraestrutura de energia, superando a média histórica de deságios em certames anteriores e contribuindo para uma maior eficiência na alocação de custos de expansão da rede.
Os contratos de concessão para a prestação do serviço público de transmissão de energia elétrica terão um prazo de 30 anos, com a remuneração da RAP iniciando a partir da entrada em operação comercial das instalações. Os prazos para conclusão das obras variam de 42 a 60 meses, sendo 60 meses para o Lote 7 e 42 meses para os Lotes 8 e 9, refletindo a complexidade e o escopo de cada empreendimento.
A homologação dos resultados pela ANEEL, e posteriormente pelo Tribunal de Contas da União (TCU), é a próxima etapa formal do processo licitatório. As empresas vencedoras serão responsáveis pela construção, montagem, operação e manutenção das instalações de transmissão, garantindo a execução dos projetos dentro dos prazos e padrões técnicos exigidos pelo regulador.
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