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Hidráulica36.678 MW(50%) 9,54%Térmica8.549 MW(12%) 0,84%Eólica14.770 MW(20%) 12,10%Solar12.533 MW(17%) 7,25%Nuclear1.350 MW(2%) 0,74%Hidráulica36.678 MW(50%) 9,54%Térmica8.549 MW(12%) 0,84%Eólica14.770 MW(20%) 12,10%Solar12.533 MW(17%) 7,25%Nuclear1.350 MW(2%) 0,74%Hidráulica36.678 MW(50%) 9,54%Térmica8.549 MW(12%) 0,84%Eólica14.770 MW(20%) 12,10%Solar12.533 MW(17%) 7,25%Nuclear1.350 MW(2%) 0,74%
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Petrobras e BNDES firmam parceria para pesquisa em minerais críticos

A Petrobras e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) firmaram parceria estratégica para impulsionar a pesquisa e inovação em minerais críticos e estratégicos, essenciais para a transição energética global. O acordo marca um movimento de diversificação para a petroleira e reforça o papel do banco no desenvolvimento de cadeias produtivas de alto valor agregado no país.

22 de junho de 2026 às 14:18Fonte oficial: EstadãoRedação Radar Energia

A Petrobras e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) formalizaram uma parceria para impulsionar a pesquisa e o desenvolvimento (P&D) de minerais críticos e estratégicos no Brasil. A colaboração foca na inovação em toda a cadeia de valor desses insumos, fundamentais para tecnologias de transição energética, como baterias de veículos elétricos e sistemas de armazenamento de energia.

A iniciativa sinaliza uma guinada estratégica da Petrobras, que, tradicionalmente focada em óleo e gás, busca diversificar suas frentes de atuação e se alinhar às demandas globais por descarbonização e segurança de suprimentos. O BNDES, por sua vez, reforça seu papel histórico de financiador e articulador de setores estratégicos, direcionando seu apoio para a cadeia de valor de minerais essenciais.

A demanda global por minerais como lítio, níquel, cobalto, grafite e terras raras cresce exponencialmente, impulsionada pela eletrificação da frota mundial e pela expansão das energias renováveis. Projeções da Agência Internacional de Energia (AIE) indicam que a procura por lítio, por exemplo, pode crescer mais de 40 vezes até 2040, o que evidencia a criticidade desses recursos.

O Brasil possui reservas significativas de alguns desses minerais, como nióbio – do qual é o maior produtor mundial –, grafite e um potencial considerável para lítio e terras raras. Contudo, grande parte dessas jazidas ainda é pouco explorada ou beneficiada, abrindo espaço para o desenvolvimento tecnológico e a agregação de valor que a parceria Petrobras-BNDES pretende fomentar.

Nessa parceria, a Petrobras aportará sua vasta expertise em geologia, exploração e gestão de grandes projetos de infraestrutura, enquanto o BNDES atuará como financiador e articulador estratégico. Órgãos como o Ministério de Minas e Energia (MME) e a Agência Nacional de Mineração (ANM) são atores reguladores importantes, cujo arcabouço normativo e políticas públicas influenciarão diretamente o desenvolvimento dessa cadeia produtiva.

A parceria se alinha à política industrial do governo brasileiro, buscando maior segurança de suprimentos e valorização da cadeia de minerais críticos. O arcabouço legal para a mineração no país, estabelecido principalmente pelo Código de Mineração (Decreto-Lei nº 227/1967), está em constante debate para modernização, com projetos de lei em discussão no Congresso Nacional que visam incentivar a exploração e o beneficiamento de minerais estratégicos.

A expectativa é que a colaboração gere impacto significativo na diversificação da matriz econômica nacional, reduzindo a dependência de importações de componentes cruciais para a transição energética. Além disso, a iniciativa pode criar novos empregos de alta qualificação, estimular o desenvolvimento de tecnologias nacionais e atrair investimentos para a cadeia de minerais críticos, agregando valor à produção local.

Para a Petrobras, a parceria representa uma oportunidade de alavancar sua capacidade técnica em novos mercados, expandindo seu portfólio para além do petróleo. Para o BNDES, o movimento reforça seu papel de indutor do desenvolvimento industrial e tecnológico do país, direcionando recursos para setores com alto potencial de crescimento e relevância estratégica para o futuro da economia.

Essa movimentação espelha uma tendência global, na qual grandes empresas de energia e instituições financeiras de desenvolvimento buscam diversificar seus portfólios e garantir a segurança de suprimentos de minerais críticos. Empresas como a norueguesa Equinor e a francesa TotalEnergies já investem em energias renováveis e tecnologias de armazenamento, que dependem desses minerais, enquanto governos como os dos EUA e da União Europeia implementam programas robustos para reduzir a dependência de poucos fornecedores globais.

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